Na última sexta-feira (30), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,248, com alta de R$ 0,054 (1,03%) em relação à quinta-feira. A valorização da moeda norte-americana se intensificou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a nomeação de Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Apesar do movimento de alta no fechamento de janeiro, a divisa registrou recuo de 4,4% ao longo do mês, configurando o melhor desempenho mensal desde junho de 2025. Somente na última semana, o dólar caiu 0,73%, refletindo a combinação de expectativas em torno da nova direção da autoridade monetária dos EUA e dados econômicos globais.

No mercado de ações, o Ibovespa recuou 0,97%, alcançando 181.364 pontos no fechamento de sexta. O índice chegou a subir no início da tarde, mas reduziu os ganhos diante de um movimento de realização de lucros por parte de investidores, além de repercussões de notícias externas.

Em contrapartida, mesmo com a queda no último pregão, a B3 encerrou janeiro com avanço de 12,56%, o melhor resultado em um único mês desde novembro de 2020, quando a bolsa começava a se recuperar dos impactos iniciais da pandemia de covid-19.

O anúncio de Warsh, que já atuou como diretor do Fed entre 2006 e 2011, foi interpretado pelo mercado como sinal de continuidade de uma política monetária mais restritiva. Conhecido por adotar postura conservadora em relação ao controle da inflação, Warsh atribui relevância a ajustes graduais nas taxas de juros, o que tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas.

Para o Ibovespa, além da influência externa, a movimentação de venda de papéis por parte de investidores que buscavam consolidar ganhos recentes contribuiu para o desempenho negativo no pregão. O cenário global, com expectativas de ajustes nas taxas de juros nos principais bancos centrais, permanece como fator determinante tanto para o câmbio quanto para a bolsa.

Com a divulgação dos resultados de janeiro, agentes de mercado acompanham agora os próximos passos da equipe econômica dos EUA e indicadores domésticos que podem impactar a dinâmica do dólar e do índice acionário brasileiro nas próximas semanas.

Com informações de Agência Brasil