TRANSMISSÃO: Record — HORÁRIO: 12h50 (Brasília UTC-3)
O dólar comercial encerrou a quarta-feira (25) em queda, cotado a R$ 5,125, recuando R$ 0,031 (-0,6%) ante o fechamento anterior. A divisa chegou a operar no patamar de R$ 5,12 na primeira hora de negociações, alcançou R$ 5,16 por volta das 12h50 e caiu ao longo da tarde, finalizando próximo da mínima do dia.
O valor registrado foi o mais baixo desde 21 de maio de 2024. No mês de fevereiro a moeda acumula recuo de 2,33% e, no ano de 2026, a desvalorização chega a 6,63%.
No mesmo pregão, o mercado acionário registrou movimento de realização de lucros após recorde na sessão anterior. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 191.247 pontos, com queda de 0,13%. Embora papéis de mineradoras tenham avançado em função da alta do minério de ferro no mercado internacional, vendas para assegurar ganhos em outras ações pressionaram o índice para baixo.
O fluxo de capitais estrangeiros em direção a países emergentes seguiu intenso por mais uma sessão. O movimento foi impulsionado por notícias externas: a Suprema Corte dos Estados Unidos barrou o chamado “tarifaço” e o governo americano adotou uma tarifa unilateral de 10% sobre todas as importações, abaixo dos 15% inicialmente anunciados.
Em nota divulgada na terça-feira (24), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a tarifa de 10% alcançará apenas 25% das vendas brasileiras aos Estados Unidos. Ainda segundo o Mdic, 46% das exportações do Brasil para os EUA ficaram isentas com o novo regime tarifário.
Oscilação intradiária, avanço de setores ligados a commodities e o apetite por ativos de mercados emergentes explicaram o comportamento dos preços neste dia de negociações, segundo relatórios de mercado.
O fechamento do dólar e a movimentação do Ibovespa ocorreram em um contexto de ajuste após alta recente nos mercados locais e internacionais.
Com informações de Agência Brasil



