Transmissão: Record
O dólar comercial registrou forte queda nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, acompanhando uma redução nas tensões geopolíticas após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 5,165, recuando R$ 0,079, o que representa uma queda de 1,52% no dia.
O pregão teve volatilidade significativa: a cotação abriu em R$ 5,28 e, ao longo do dia, os investidores reduziram posições em dólar para realizar ganhos. Antes de intensificar o recuo, o câmbio oscilava próximo a R$ 5,20 e acelerou a queda após a entrevista de Trump à rede CBS, na qual o presidente afirmou acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do cronograma inicial estimado em quatro a cinco semanas.
Com o fechamento desta segunda-feira, o dólar alcançou seu menor patamar desde 27 de fevereiro, data anterior ao início dos bombardeios ao Irã, e acumula queda de 5,89% frente ao real no ano de 2026. O euro comercial também recuou e terminou o dia a R$ 5,99, voltando a ficar abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.
Mercado acionário e petróleo
O mercado acionário brasileiro respondeu positivamente: o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%. Até as 16h o indicador mostrava leve avanço de 0,2%, mas acelerou após a declaração de Trump.
No mercado internacional de petróleo, o Brent atingiu níveis próximos a US$ 120 durante a madrugada, chegando a US$ 119,50, e vinha sendo pressionado por fatores globais. Antes da fala do presidente norte-americano, o Brent estava em torno de US$ 97 o barril, com alta de cerca de 7%; minutos depois da entrevista, a cotação caiu para US$ 88.
Entre os fatores externos que ajudaram a conter a escalada dos preços do petróleo estão um anúncio de apoio ao setor petroleiro por parte do G7 e declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de envio de fragatas para proteger navios no Estreito de Ormuz, área coberta por bloqueios do Irã.
* com informações da Reuters
Com informações de Agência Brasil



