O dólar encerrou o dia em leve alta frente ao real, o Ibovespa registrou queda marginal e o preço do petróleo avançou com força na sexta-feira (17), em meio à intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Câmbio
A moeda norte-americana acompanhou o fortalecimento global do dólar diante de divisas de mercados emergentes em um pregão marcado pela aversão ao risco. A busca por ativos considerados seguros aumentou após a escalada dos confrontos entre EUA e Irã.
A divisa atingiu o patamar máximo de R$ 5,133 por volta das 10h30 (Brasília UTC-3), mas recuou ao longo do dia e fechou cotada a R$ 5,111, com alta de 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, e o dólar acumula queda de 1% em julho. No acumulado de 2026, a moeda registra desvalorização de 6,88%.
Apesar do cenário externo adverso, o real teve desempenho superior ao de outras moedas emergentes. A alta do petróleo ajudou a melhorar a perspectiva dos termos de troca do Brasil, reduzindo parte da pressão sobre o câmbio. Para investidores, o aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano.
Mercado de ações
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira em leve baixa de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, interrompendo uma sequência de três semanas de ganhos. O índice chegou a operar em alta durante o pregão, mas a alta dos juros futuros e perdas em papéis do consumo inverteram o movimento.
A valorização do petróleo sustentou as ações da Petrobras e ajudou a limitar as perdas do principal índice. Em contrapartida, ações de bancos recuaram de forma generalizada, e empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores quedas.
Os investidores também monitoraram dados do IBC-Br de maio, que indicaram desaceleração da atividade econômica brasileira, além dos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No exterior, o recuo de ações de fabricantes de chips e de empresas ligadas à inteligência artificial pressionou os mercados e reforçou a busca por ativos de menor risco.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta depois da intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu temores sobre possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O barril Brent subiu 4,59%, para US$ 88,10, e o WTI avançou 4,48%, a US$ 82,49. Ambas as referências acumulam valorização próxima de 16% na semana.
O movimento nos mercados refletiu o receio de novos choques de oferta, com possíveis impactos na inflação global e nas expectativas de política monetária das principais economias.
Com informações de Agência Brasil



