O ex-prefeito de São Bento e pré-candidato à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Dr. Jarques Lúcio, colocou a violência contra a mulher no centro de sua agenda política, com atenção especial ao Sertão paraibano. Em entrevista à TV e à Rede Diário, ele classificou os índices de feminicídio de 2025 como “extremamente graves” e defendeu medidas imediatas por parte do poder público.

Dr. Jarques Lúcio defende que o enfrentamento ao feminicídio siga princípios da saúde preventiva, envolvendo atuação multidisciplinar e articulação entre municípios, governo do Estado e União. Segundo o pré-candidato, a experiência administrativa acumulada em São Bento servirá de base para propostas que, se implementadas no estado, possam fortalecer a proteção às mulheres.

Entre as propostas anunciadas, ele citou a elaboração de leis que ampliem a rede de proteção e a garantia de recursos destinados às prefeituras, para que estes entes possam executar ações de prevenção e atendimento às vítimas de violência.

O pré-candidato também relatou ter sofrido ameaças ao intervir em episódios de agressão, reforçando a necessidade de uma atuação firme das autoridades. “Como gestor e como sociedade, temos a responsabilidade de intervir. Não podemos aceitar que a violência seja tratada como algo comum”, afirmou.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontam que a Paraíba registrou 32 casos de feminicídio em 2025. No discurso, Dr. Jarques Lúcio mencionou iniciativas consideradas pioneiras em São Bento, como a criação da Coordenadoria da Mulher — um núcleo voltado à formulação de políticas públicas e ao atendimento direto às mulheres — e a implantação da Sala Lilás, apresentada como a primeira desse tipo em um hospital municipal na Paraíba, destinada a oferecer acolhimento humanizado e seguro às vítimas.

Ao destacar essas ações locais, o pré-candidato defendeu a replicação das medidas em outros municípios do estado, afirmando que compromisso e coragem são necessários para enfrentar o problema e proteger as mulheres paraibanas. “Em São Bento, nós colocamos o dedo na ferida. Criamos a Coordenadoria da Mulher e implantamos a primeira Sala Lilás em um hospital municipal na Paraíba. Mostramos que, quando há compromisso verdadeiro, é possível enfrentar os desafios e fazer a diferença. Esse é um modelo de coragem e assistência que o nosso estado precisa adotar em cada município para proteger nossas mulheres”, concluiu.





Com informações de Polemicaparaiba