O senador Efraim Filho (União Brasil) rebateu, nesta segunda-feira (5), a provocação feita pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), sobre o “modelo de governar” adotado pela Prefeitura de Campina Grande. Em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, o parlamentar afirmou que o estilo campinense de gestão derrotou o chefe do Executivo estadual e o candidato apoiado por ele na disputa municipal de 2024, o presidente da PB Saúde, Jhonny Bezerra (PSB).
“João Azevêdo foi derrotado em Campina Grande. Esse modelo que ele critica tirou do páreo o candidato dele, Jhonny Bezerra. O governo chegou a instalar a Secretaria de Saúde dentro de Campina para tentar desbancar o prefeito Bruno Cunha Lima, mas nós vencemos e derrotamos o governo”, declarou o senador.
Efraim acrescentou que, se a decisão do Palácio da Redenção dependesse exclusivamente dos votos de Campina Grande e João Pessoa, o governador eleito teria sido Pedro Cunha Lima (PSDB), adversário de Azevêdo na eleição de 2022. “Se dependesse de Campina Grande e João Pessoa, o governador não era João Azevêdo, era Pedro Cunha Lima”, reforçou.
Ao comentar o desempenho do governador na capital, Efraim lembrou a diferença de aproximadamente 70 mil votos registrada em João Pessoa a favor de Pedro Cunha Lima no segundo turno de 2022. “João Azevêdo levou uma ‘lapada’ de 70 mil votos em João Pessoa. Então o choro é livre. João Azevêdo que se cuide, se não, nem o mandato de senador ele vai levar”, disse.
Origem da provocação
A troca de farpas começou após declaração de João Azevêdo durante uma coletiva de imprensa. Questionado sobre a movimentação da oposição, o governador afirmou não se guiar por adversários e contestou se a população gostaria que o método de administração de Campina Grande retornasse ao comando do Estado. “Não se faz política pensando em adversário, se faz pensando no projeto que vamos apresentar para a Paraíba. É a gestão de Campina Grande que a gente quer que volte ao Estado? Vá lá em Campina”, provocou o gestor.
A fala do governador foi interpretada como um ataque direto ao prefeito Bruno Cunha Lima, aliado de Efraim Filho, e motivou a resposta imediata do senador. Até o momento, João Azevêdo não comentou as declarações de Efraim após a repercussão.
A disputa de narrativas reforça o clima pré-eleitoral na Paraíba, onde governistas e oposicionistas intensificam críticas e alianças visando a eleição municipal de outubro. Apesar dos atritos, nenhuma das partes sinalizou recuo no debate sobre o desempenho administrativo de Campina Grande e a eventual influência desse modelo na política estadual.
Com informações de Maispb



