O empresário Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei, investigado por violência doméstica contra uma mulher em João Pessoa, teve a liberdade mantida em audiência de custódia realizada no sábado (12). Ele havia sido preso novamente na sexta-feira (11), poucas horas depois de deixar a prisão com monitoramento eletrônico.

Conforme decisão judicial consultada pelo Jornal da Paraíba, Alysson seguirá em liberdade, porém submetido a medidas cautelares. Entre as determinações estão a proibição de manter contato com a vítima, a proibição de se aproximar fisicamente dela e o recolhimento domiciliar diário, com permanência na própria residência.

A defesa da vítima informou, por meio de nota, que pretende recorrer da decisão que permitiu a manutenção da liberdade do empresário. Segundo os advogados, enquanto Alysson estiver solto, “a vítima permanece exposta a risco concreto e iminente, amparada apenas por medidas que o próprio acusado já demonstrou não respeitar”.

Nova prisão e desdobramentos

De acordo com a Polícia Civil, um procedimento relacionado ao caso foi instaurado na sexta-feira (11). Depois de ser ouvido pelos agentes, Alysson foi autuado em flagrante e encaminhado à audiência de custódia realizada no dia seguinte.

A prisão ocorrida na sexta-feira aconteceu no mesmo dia em que o empresário havia deixado outra detenção. Ele estava recolhido desde 14 de agosto, quando havia sido preso em flagrante sob suspeita de violência doméstica contra a companheira. Na sexta (11), a Justiça havia determinado sua soltura mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Após a nova condução à delegacia na sexta, ele passou pela audiência de custódia no sábado, quando a Justiça decidiu manter sua liberdade mediante as medidas cautelares já citadas.

Segundo a advogada da vítima, o empresário teria ligado para a mulher após ser liberado na sexta-feira; essa informação foi apresentada pela defesa no contexto da nova ocorrência. O Jornal da Paraíba tentou contato com a defesa de Alysson para comentar tanto a prisão quanto o resultado da audiência de custódia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O caso segue sob investigação e as medidas impostas pela Justiça permanecem em vigor enquanto tramita o processo.

Com informações de Jornaldaparaiba