Na terça-feira (13), a concessionária de energia elétrica atendeu a um pedido do proprietário do imóvel e suspendeu o fornecimento de energia para a Secretaria de Administração e a Secretaria de Obras da Prefeitura de Campina Grande. As unidades funcionam em um prédio localizado no Centro da cidade.
De acordo com o dono do imóvel, a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (UB) deixou de pagar o aluguel mensal, que está estipulado em R$ 40 mil, conforme contrato firmado entre as partes. Sem receber os valores devidos, o proprietário acionou judicialmente a prefeitura com uma ação de despejo e também solicitou o desligamento da unidade geradora de energia solar de alta tensão, sob sua titularidade.
Em nota oficial, a Prefeitura de Campina Grande confirmou o desligamento da energia, informando que a medida foi executada “em conformidade com os prazos e normativas estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)”. Segundo o texto, a ordem de serviço decorreu de solicitação formal do proprietário e não de iniciativa da administração municipal.
Ainda de acordo com a prefeitura, ao tomar conhecimento da interrupção do fornecimento, a gestão adotou providências administrativas junto à concessionária para viabilizar a abertura de uma nova Unidade Consumidora. No entanto, os trâmites técnicos e burocráticos exigidos não puderam ser concluídos antes do cumprimento da ordem de serviço.
Para evitar prejuízos às atividades administrativas e ao atendimento ao público, a prefeitura informou que organizou, de forma excepcional, o regime de trabalho remoto para servidores afetados pela queda de energia. Segundo a gestão, todos os serviços prestados pelas secretarias continuarão em funcionamento, mesmo à distância.
A nota ressalta que a Prefeitura de Campina Grande “segue adotando todas as medidas legais e administrativas necessárias para a regularização do fornecimento de energia no imóvel, pautando sua atuação pela responsabilidade, legalidade e interesse público”. Até o momento, não foi definida a data para religação definitiva do serviço.
O caso segue em tramitação na Justiça, onde o proprietário aguarda julgamento da ação de despejo e regularização dos pagamentos de aluguel.
Com informações de Jornaldaparaiba


