A síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, afeta cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, segundo levantamento da Isma-BR (International Stress Management Association Brasil) de 2022. A condição se caracteriza por exaustão física e emocional, que compromete a capacidade de desempenhar atividades diárias.

Sintomas mais comuns

Físicos: dores de cabeça frequentes, insônia, fadiga persistente e dores musculares.
Emocionais: sensação de vazio, desmotivação, irritabilidade e sentimento de que nada do que é feito tem valor.
Comportamentais: aumento de erros no trabalho, afastamentos recorrentes e diminuição da qualidade das entregas.

Principais fatores de risco

Especialistas indicam que a falta de equilíbrio entre a carga de trabalho e a recuperação, pressão excessiva por resultados e ausência de autonomia na função estão entre as principais causas do desenvolvimento do burnout. Além disso, ambientes organizacionais que não oferecem suporte psicológico e carecem de políticas claras de saúde mental elevam o risco para os colaboradores.

Reconhecimento oficial

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a síndrome de burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como fenômeno ocupacional. A entidade definiu o transtorno a partir de três dimensões: exaustão emocional, distanciamento mental do trabalho e redução da eficácia profissional.

Prevenção e tratamento

Para evitar o esgotamento, recomenda-se adotar estratégias como planejar pausas durante o expediente, estabelecer limites claros entre vida pessoal e profissional e buscar apoio de colegas ou profissionais de saúde mental ao identificar os primeiros sinais de cansaço extremo. Terapias cognitivo-comportamentais e programas de gerenciamento de estresse demonstram eficácia no manejo dos sintomas.

O diagnóstico precoce possibilita intervenções mais rápidas e diminui o impacto do burnout na saúde do trabalhador, promovendo a qualidade de vida e a produtividade sustentável.

Com informações de Paraibaonline