PARAGOMINAS, PA - 26/08/2024 - Pasto de gabo, na cidade de Paragominas, no sul do Pará. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

O risco de intoxicação de rebanhos por plantas encontradas nas próprias propriedades rurais foi tema da primeira parte do quadro Sou do Campo, transmitido pela Rádio Caturité em 14 de novembro de 2025. Convidado do programa, o extensionista rural e médico-veterinário Iácome Coelho afirmou que esse tipo de ocorrência é mais frequente do que muitos produtores imaginam.

Coelho explicou que os sintomas provocados pela ingestão de espécies vegetais tóxicas costumam ser confundidos com outras situações recorrentes no campo. Segundo o veterinário, não é raro que criadores atribuam sinais clínicos de intoxicação a picadas de cobra, ração estragada ou até a efeitos adversos de medicamentos. Essa semelhança, de acordo com ele, retarda o tratamento adequado e aumenta o risco de perdas no plantel.

O especialista acrescentou que determinados períodos do ano favorecem o aparecimento dos casos. Embora não tenha detalhado as fases específicas, Coelho salientou que variações sazonais influenciam o comportamento dos animais e a disponibilidade de plantas que podem representar perigo para bovinos, caprinos e ovinos.

Durante a entrevista, o veterinário reforçou que a observação diária do rebanho é essencial para detectar rapidamente alterações de apetite, salivação excessiva, tremores ou dificuldades de locomoção — sinais possíveis de intoxicação. Ele recomendou que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente a um profissional habilitado, a fim de identificar a causa e adotar medidas corretivas com agilidade.

Coelho mencionou ainda que, em muitas propriedades, espécies consideradas ornamentais ou espontâneas acabam acessíveis aos animais, seja nos piquetes, seja em áreas próximas aos currais. A orientação, segundo o extensionista, é reconhecer as plantas de risco e restringir o contato do rebanho com elas, reduzindo a probabilidade de ingestão acidental.

Ao final do quadro, o médico-veterinário reforçou que a prevenção vai além da escolha da pastagem. Para ele, a capacitação contínua dos produtores e a troca de informações entre vizinhos, técnicos e entidades de extensão rural formam a principal barreira contra a intoxicação por vegetais comuns no campo.

Com informações de Paraibaonline