O professor Ivo Lavor, em sua participação no programa “Diário Educação”, exibido semanalmente no Olho Vivo, na TV e na Rede Diário do Sertão, destacou como a perda de autoridade dos pais pode tornar crianças e adolescentes mais vulneráveis a ataques de predadores sexuais.
Segundo o educador, criminosos não escolhem suas vítimas pelo gênero, idade ou aparência, mas pela postura dos responsáveis. Em entrevista citada por Lavor, um pedófilo brasileiro residente nos Estados Unidos afirmou que, antes de tudo, observa os pais. “Pais distraídos facilitam o nosso acesso às vítimas”, relatou o professor, reproduzindo as palavras do infrator.
Para Lavor, a autoridade parental vem sendo equivocadamente associada ao autoritarismo, quando, na realidade, significa oferecer segurança e saber lidar com conflitos. “É a figura capaz de resolver problemas e transmitir confiança”, explicou.
O educador aponta que essa figura de autoridade começa a ruir quando os pais deixam de impor limites claros. “Vivemos um movimento silencioso de desestruturação familiar. Se os responsáveis não conseguem sustentar um ‘não’ ou provocar em seus filhos algum nível de frustração, essa referência de autoridade vai se esvaindo”, afirmou.
Além da falta de regras, Lavor ressaltou a importância da proximidade física e emocional no convívio familiar. Sem um vínculo de confiança e presença constante, as crianças perdem o estímulo necessário para relatar situações de risco.
“Quando o pai não é visto como porto seguro, a criança fica desacreditada de buscar ajuda em casa”, alertou. O educador acrescentou que predadores exploram justamente esse distanciamento ao isolar o menor e convencê-lo de que não pode contar nada a ninguém.
Esse cenário favorece a ação dos infratores, que se aproveitam do vácuo deixado pela ausência de pais presentes e firmes. “A fragilidade na autoridade parental aumenta o poder de manipulação do predador”, concluiu Lavor.
O debate levantado pelo professor reforça a necessidade de diálogo e estabelecimento de limites no ambiente familiar, além da vigilância constante sobre sinais de mudança no comportamento das crianças e adolescentes.
Com ações educativas e fortalecimento dos vínculos, famílias podem retomar o papel de protetoras e reduzir significativamente os riscos de abuso.
Com informações de Diariodosertao



