No episódio do programa Conexão Caturité veiculado em 27 de dezembro de 2025, a professora e pesquisadora Gisele Sampaio foi convidada para comentar as crenças populares que costumam marcar o fim do ano. Durante a conversa, a docente apresentou um panorama sobre a permanência de costumes que, mesmo transmitidos de geração em geração, seguem mobilizando grande parte da população na passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro.

De acordo com a especialista, entre as práticas mais conhecidas está a escolha de cores específicas para a roupa da virada. Ao longo da entrevista, ela observou que o ato de selecionar uma tonalidade para vestir-se à meia-noite permanece como um dos rituais mais difundidos no país, funcionando, segundo relatou, como um símbolo de desejos e expectativas projetados para o novo ciclo que se inicia.

Outro ponto destacado por Gisele Sampaio foi o consumo de alimentos considerados simbólicos. A pesquisadora mencionou que diversos itens são tradicionalmente colocados à mesa nesse período com o intuito de atrair prosperidade, saúde ou boa sorte. Embora os pratos variem de família para família, o hábito de escolher ingredientes que representem bons presságios é parte relevante das celebrações de Ano-Novo, informou a convidada.

Além das vestimentas coloridas e da alimentação especial, a professora comentou sobre rituais específicos relacionados à passagem do ano. Segundo ela, essas práticas incluem uma série de gestos, rezas e pequenas simpatias realizadas exatamente na virada, todas voltadas à busca por proteção ou benefícios ao longo dos doze meses seguintes. Sem entrar em particularidades regionais, a pesquisadora reforçou que tais manifestações integram um conjunto de expressões culturais que, todos os anos, se repetem em diferentes comunidades.

Ao falar sobre o significado dessas ações coletivas, Gisele Sampaio ressaltou que, independentemente do contexto religioso, social ou geográfico, as crenças de fim de ano exercem função de reforçar vínculos e renovar expectativas. Para a educadora, o fato de tantas pessoas seguirem realizando os mesmos rituais demonstra a força da tradição e a importância de iniciar o novo período com sentimentos de esperança e união.

A participação da professora encerrou a edição do Conexão Caturité dedicada às festividades de dezembro, consolidando o programa como espaço para discussões sobre cultura popular e costumes que permeiam o cotidiano brasileiro.

Com informações de Paraibaonline