Um percentual elevado de iniciativas de inteligência artificial fracassa em entregar benefícios concretos às companhias.
Apesar do grande entusiasmo e das altas expectativas em torno da inteligência artificial (IA), a tecnologia ainda não se consolidou como um instrumento eficaz para ampliar a produção e os resultados das empresas que a adotam. A avaliação é de Norbert Jung, CEO (diretor-executivo) da Bosch Connected Industry, braço de tecnologia da Bosch, multinacional alemã.
Segundo Jung, cerca de 95% dos projetos de IA não chegam a gerar valor mensurável para as organizações. A constatação aponta para uma distância entre a esperança depositada na tecnologia e os impactos reais observados no ambiente corporativo.
O executivo ressalta que, mesmo diante da ampla divulgação sobre inovações e avanços na área, a aplicação prática da IA nas operações de empresas nem sempre resulta em ganhos de produtividade ou melhoria nos resultados financeiros. A afirmação ressalta a necessidade de avaliar com cuidado os esforços e os investimentos realizados em projetos dessa natureza.
A Bosch Connected Industry, unidade ligada à Bosch que atua com soluções tecnológicas, tem o executivo Norbert Jung à frente da gestão. O diagnóstico apresentado pelo CEO chama atenção para a escala do problema: a maioria das iniciativas não estaria conseguindo traduzir tecnologia em benefícios palpáveis para o negócio.
O apontamento de Jung implica que empresas e gestores precisam considerar com rigor os objetivos, métricas e condições necessárias para que projetos de IA tenham sucesso e promovam retorno efetivo. A declaração também sugere que o simples emprego de ferramentas de IA não garante automaticamente aumento de produção ou melhoria de desempenho corporativo.
Em suma, a avaliação do executivo da Bosch Connected Industry destaca uma lacuna entre o potencial anunciado da inteligência artificial e a sua efetiva capacidade de gerar valor em larga escala nas empresas que a implementam.
Com informações de Paraibaonline



