O ex-deputado federal Julian Lemos criticou a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) ser o candidato do grupo conservador nas eleições presidenciais de 2026. Em entrevista, Lemos afirmou que, caso o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro dispute o Planalto, não teria capacidade para derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não suportaria o desgaste de uma campanha longa.
Segundo o ex-parlamentar, Flávio Bolsonaro perderia força já nas primeiras semanas de campanha, por sofrer forte desgaste diante de acusações e suspeitas que, na visão de Lemos, o tornariam alvo fácil para adversários.
Na avaliação de Julian Lemos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reuniria condições políticas e eleitorais mais favoráveis para representar o campo conservador na disputa presidencial. Ele afirmou que, a seu ver, Michelle teria maior preparo para enfrentar Lula em 2026.
Apesar de apontar Michelle como alternativa mais viável, Lemos também avaliou que a ex-primeira-dama encontraria resistências dentro do próprio clã Bolsonaro. O ex-deputado disse ter alertado sobre essa possibilidade há cerca de “um ano e meio”, e previu que membros da família reagiriam para impedir qualquer ascensão política dela, inclusive buscando inviabilizar a obtenção de um cargo.
As declarações de Julian Lemos ocorrem em meio às articulações da direita sobre quem poderá liderar a coalizão nas próximas eleições. Com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, aliados têm discutido nomes como Michelle e Flávio Bolsonaro, entre outros, como possíveis alternativas para disputar a Presidência em 2026.
O posicionamento do ex-deputado reforça as divergências internas sobre a estratégia eleitoral do campo conservador e expõe disputas sobre quem teria maior viabilidade para enfrentar a candidatura do presidente Lula.
Com informações de Polemicaparaiba

