Um crime de feminicídio registrado nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, mobiliza as forças de segurança da Paraíba. A Polícia Civil informou que Raimundo César Pereira Faustino é o principal suspeito de ter assassinado a ex-esposa, Ascleia Ferreira da Silva, com disparos de arma de fogo no município de Arara, localizado no Curimataú do estado.

De acordo com o delegado Diogenes Fernandes, responsável pelas delegacias que atendem a região, o ataque ocorreu logo no início do dia. Testemunhas acionaram a polícia após ouvirem os tiros, mas quando as equipes chegaram ao endereço, a vítima já estava sem vida. Ainda segundo a autoridade policial, o autor do crime fugiu logo depois dos disparos e, até o momento, continua foragido.

Ascleia Ferreira da Silva tinha dois filhos, sendo um deles fruto do relacionamento com o suspeito. Conforme dados repassados pela corporação, ela trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Arara, função que a tornava conhecida na comunidade. A informação sobre a atividade profissional da vítima foi confirmada por colegas de trabalho e reforçada pela Polícia Civil.

O delegado Fernandes explicou que, embora ainda não haja confirmação sobre a motivação do homicídio, os investigadores trabalham com a hipótese de crime passional. Documentos, mensagens e o depoimento de familiares devem ser analisados para esclarecer os fatos. “Estamos em campo para localizar o suspeito e entender o que levou a esse ato de violência”, afirmou.

Equipes da Polícia Militar fizeram rondas pela zona urbana e por comunidades rurais de Arara logo após o crime, mas não localizaram o acusado. A Polícia Civil já solicitou imagens de câmeras de segurança instaladas em estabelecimentos e residências próximas ao local do assassinato, na tentativa de descobrir a rota de fuga.

Informações que possam contribuir com a localização de Raimundo César Pereira Faustino podem ser repassadas de forma anônima ao número 197, serviço de disque-denúncia da Polícia Civil da Paraíba. O sigilo do denunciante é garantido pela corporação.

Até o fim da manhã desta quarta-feira, o corpo de Ascleia Ferreira da Silva permanecia no Instituto de Polícia Científica (IPC) de Guarabira para realização de exames periciais. Após a liberação, familiares deverão definir horário e local do velório e sepultamento.

A Delegacia de Arara permanece responsável pelas investigações, que seguem sem prazo para conclusão. Enquanto isso, diligências continuam na região do Curimataú para localizar e prender o suspeito.

Com informações de G1