Um ex-agente penal do Rio Grande do Norte foi preso na noite de sábado (31) em uma ação conjunta da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O mandado de prisão ocorreu no trajeto entre João Pessoa e Campina Grande, onde o suspeito era monitorado enquanto fugia da Justiça.

Segundo informações da Polícia Civil, o homem, cuja identidade não foi divulgada, está sendo investigado por criar diversas lojas virtuais para comercializar substâncias ilícitas. A estratégia envolvia anúncios em plataformas de e-commerce e redes sociais, com entrega das drogas via transportadoras ou diretamente em pontos de encontro definidos pelos compradores.

Histórico de prisões e monitoramento

O suspeito já havia sido detido em 2025, após ser acusado de participação em esquema de tráfico de entorpecentes. Na ocasião, ele passou a cumprir medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, após audiência de custódia, voltou a praticar atividades criminosas e acabou se tornando foragido.

Durante o período em que esteve foragido, a Draco manteve acompanhamento das atividades digitais do ex-policial, mapeando as contas utilizadas para a divulgação dos produtos. Com base nessas informações, foi solicitado o reforço da PRF na abordagem para garantir a prisão sem riscos a terceiros.

Relacionamento familiar e laços com o tráfico

De acordo com a investigação, o ex-policial penal é irmão de um conhecido traficante que atua na Paraíba. A conexão familiar facilitava o abastecimento das lojas virtuais, além de oferecer suporte logístico para o envio das drogas aos compradores em todo o estado.

Durante a abordagem na rodovia, foram apreendidos aparelhos celulares, chips telefônicos e documentos com anotações que detalhavam as operações de venda. O material será periciado para identificar eventuais cúmplices e clientes envolvidos no esquema.

O suspeito foi conduzido à sede da Draco, em João Pessoa, onde prestou depoimento e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações seguem em busca de outros envolvidos no caso.

As autoridades reforçam que operações desse tipo têm como objetivo desmantelar redes de tráfico que utilizam a internet como principal meio de distribuição, dificultando o trabalho de identificação e localização dos criminosos.

O caso segue sob sigilo de Justiça, e novas informações serão divulgadas conforme o desenrolar das apurações.

Com informações de G1