O advogado e ex-vereador Antonio de Pádua Pereira Leite afirmou, durante participação no programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, nesta sexta-feira (21), que identificou pagamentos que considera “supersalários” a servidores ligados à ex-prefeita de Piancó, no Sertão paraibano. Segundo ele, os dados utilizados foram extraídos do sistema SAGRES do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Pádua Leite destacou que as informações constam em documentos oficiais e que suas denúncias já motivaram procedimentos junto a órgãos de fiscalização e ações judiciais contra a ex-gestora. “Foi tudo com base em documento. Eu não faço nada sem documento”, afirmou.
Sobre os vencimentos apontados, o ex-vereador informou que a médica e ex-prefeita Flávia Galdino recebe aproximadamente R$ 33.600 mensais, segundo o levantamento. Do total, R$ 15.000 seriam pagos pela Prefeitura de Piancó pela atuação como médica no CAPS AD III, e valores entre R$ 28.800 e R$ 33.600 seriam pagos pelo Governo do Estado na condição de Médica Requisitada do Hospital Regional Wenceslau Lopes.
A filha de Flávia, a médica Beatriz Galdino, teria acumulado vencimentos na Prefeitura de Piancó que variam de R$ 18.832,70 a R$ 29.916,19, exercendo funções como médica diarista e plantonista no CAPS I, CAPS AD III, CAPS Infantil, SAMU e Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No serviço estadual, onde também atua no Hospital Regional Wenceslau Lopes, os rendimentos apontados vão de R$ 21.000 a R$ 31.200.
Outra citada nas declarações é a médica Gilma Galdino, irmã de Flávia e tia de Beatriz, que, segundo o ex-vereador, recebe R$ 15.000 e R$ 16.000 para realização de 100 consultas mensais de Neurologia e também por serviços prestados no CAPS AD II da Prefeitura Municipal de Piancó.
Ao somar os valores repassados às três profissionais apenas no ano corrente, Pádua Leite apontou o montante de R$ 774.103,14. Ele criticou a situação do município ao afirmar: “Para o grupo Galdino, Piancó é um paraíso. Agora, para o povo de Piancó, vive-se a triste realidade”.
O ex-vereador também listou problemas na cidade, citando obras inacabadas, matadouro público e estádio de futebol com obras paralisadas, e afirmou que “a cidade [está] abandonada. Prefeito aqui nem pisa na cidade”.
O Diário do Sertão informou que não conseguiu contato com as três servidoras mencionadas para obter uma manifestação. O veículo manteve espaço aberto para respostas por Whatsapp (83) 98802-4573, e-mail [email protected] e telefone (83) 3531-2251.
Com informações de Diariodosertao




