Uma expedição paleontológica realizada em Sousa, no sertão da Paraíba, identificou uma marca no solo que pode corresponder à maior pegada de dinossauro já documentada no Brasil.

O registro apresenta uma impressão tridáctila — ou seja, com três dedos — e tem cerca de 60 centímetros de comprimento. Pesquisadores envolvidos na descoberta destacaram o porte e o formato da pegada como elementos que tornam o achado relevante para estudos sobre a presença de dinossauros na região.

O anúncio do achado teve repercussão em âmbito nacional e foi citado por veículos de grande circulação, entre eles a Folha de São Paulo. Segundo as análises preliminares, o animal que deixou a marca teria vivido há aproximadamente 140 milhões de anos.

Com base em características da impressão, especialistas levantam a hipótese de que o responsável pela pegada era um dinossauro carnívoro de grande porte. A principal suposição é de que o fóssil de pegada pertença a um abelissauro, grupo de predadores que se destacou na América do Sul durante o período em que esses animais eram dominantes no planeta.

A identificação como pegada tridáctila e as medidas registradas serão utilizadas por paleontólogos para comparar o material com outros vestígios conhecidos e tentar confirmar a atribuição taxonômica e a estimativa de tamanho do animal. A descoberta em Sousa reforça a importância paleontológica do sertão paraibano, região já reconhecida por outros achados fósseis.

Pesquisas adicionais e estudos complementares deverão verificar a autenticidade da impressão, o contexto estratigráfico e possíveis estados de preservação que permitam relacionar o exemplar a outros registros de dinossauros na América do Sul.

A expedição e os dados preliminares seguem sob análise dos responsáveis, que ainda não divulgaram relatório final sobre o achado.

Com informações de Maispb