A cantora Fabiana Cozza completa 50 anos neste ano e marca a data com uma série de lançamentos, shows e a preparação de seu décimo álbum de estúdio. Além do trabalho discográfico, a artista também planeja a estreia de um documentário que revisa seus 28 anos de carreira.

Paulistana com trajetória consolidada na música popular brasileira, Cozza tem no samba, na MPB e na ancestralidade afro-brasileira os eixos de sua produção artística. A ligação com o samba começou na infância, influenciada pelo pai, Oswaldo dos Santos, ex-intérprete de samba-enredo da escola Camisa Verde e Branco, e pelas vivências em rodas de música no quintal da casa da avó Amélia, na Vila Madalena.

Em 2025, a cantora lançou três singles que destacam elementos religiosos, culturais e líricos de sua obra: “Oloie de Ogum”, “Choro das Águas” e “Macumbeira”. “Oloie de Ogum” foi gravada a partir de composição de Roque Ferreira, com participação do compositor capixaba Marcos Ramos, e foi lançada no Dia de São Jorge. A faixa também serve como homenagem à figura de Ogum e a Pixinguinha, conforme revelou a cantora.

“Choro das Águas” integra um projeto dedicado à dupla Ivan Lins e Victor Martins e foi registrada em arranjo intimista, apenas com piano e violoncelo. Já “Macumbeira” tem sido apresentada tanto em shows quanto em rodas de samba realizadas em São Paulo e Belo Horizonte, e passou a ser veiculada pela rádio Nova Brasil FM, alcançando repercussão na capital paulista.

A possibilidade de incluir alguns desses singles no décimo álbum está sendo estudada pela equipe de Fabiana Cozza, que afirmou estar definindo o formato final do disco. O lançamento do álbum está previsto para o segundo semestre deste ano e será acompanhado por um novo espetáculo. Paralelamente, o documentário sobre suas quase três décadas de carreira também integra as celebrações pelos 50 anos.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e com estudos na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual EMESP), Cozza intensificou seu envolvimento com a música aos 19 anos. Seu primeiro contato profissional ocorreu no grupo vocal NovElla (1996/1997), com a cantora Jane Duboc. Ao longo da carreira, ela transitou ainda pela pesquisa, docência e outras artes, e citou influências como Alcione, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Emílio Santiago, Elizeth Cardoso, Milton Nascimento e Leny Andrade.

A cantora também tem atuado como professora e pesquisadora; está finalizando seu doutorado e mantém colaboração com professores da Universidade Federal do Sul da Bahia. Há negociações em andamento para apresentações no Nordeste, região à qual Fabiana manifesta grande apreço e interesse em levar seus shows comemorativos.





As comemorações pelos 50 anos incluem, entre outras ações, uma homenagem a Cartola realizada no Sesc Taubaté, enquanto Fabiana segue producendo seu novo álbum e o documentário que registra sua trajetória.

Com informações de Maispb