A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Feudo contra uma organização criminosa que, segundo as investigações, expulsou 250 famílias de residências em Bayeux, na Grande João Pessoa. As remoções teriam ocorrido principalmente nos bairros Mutirão e Mário Andreazza.
Durante a ação foram cumpridos 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de João Pessoa. Até a última atualização da reportagem, 17 pessoas haviam sido presas. As diligências fazem parte de um inquérito que apura crimes cometidos desde o ano passado, a partir de denúncias de moradores.
Segundo a investigação, após forçar a saída das famílias os criminosos tomavam posse dos imóveis e retiravam os bens deixados nas casas. Os pertences foram, de acordo com a apuração, saqueados ou colocados à venda. A apuração também aponta práticas de agiotagem com apropriação irregular de imóveis, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias.
O delegado Alexandre Fernandes informou que os nomes das pessoas investigadas constam nas declarações das vítimas que motivaram o processo e ressaltou que, independentemente da função pública que ocupem, as suspeitas serão apuradas pela polícia.
Entre os alvos de mandado de busca e apreensão estão a secretária de Ação Social de Bayeux, Ivoneide de Araújo, e um ex-secretário do município, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades. A prefeitura de Bayeux divulgou nota afirmando confiar nas instituições responsáveis pela apuração, defender o respeito ao direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, e acompanhar as investigações respeitando o trabalho das autoridades competentes.
A Operação Feudo foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba por meio da 4ª Delegacia Seccional (4ª DSPC), da UNINTELPOL e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB). O objetivo declarado é desarticular a estrutura financeira da organização e recuperar os imóveis subtraídos das famílias.
Com informações de G1



