O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante uma carreata realizada em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que pretende receber a faixa presidencial do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro na cerimônia de posse de 6 de janeiro de 2027. Segundo o próprio Flávio, o ato acontecerá se ele for eleito.

Na fala ao público presente, o candidato disse que, na data da posse, fará uma oração e entregará o país a Deus antes de ser oficialmente empossado, e que Jair Bolsonaro será o responsável por colocá‑lo como chefe do Executivo federal. A declaração foi dirigida aos apoiadores que participavam do evento político na cidade fluminense.

O episódio ocorre em um contexto em que Jair Bolsonaro enfrenta uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em julgamento relacionado à chamada trama golpista, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, conforme decisão do próprio STF.

Em setembro deste ano, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido de revisão criminal da condenação. Há expectativa nos meios jurídicos de que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, encaminhe o caso para julgamento após a conclusão do segundo turno das eleições, conforme apuração das movimentações processuais.

Flávio Bolsonaro tem intensificado atividades de campanha em diferentes municípios e tem usado comícios e carreatas para expor suas propostas e posicionamentos eleitorais. No evento em São Gonçalo, além da afirmação sobre a posse de 2027, o candidato dirigiu palavras de fé ao público e ressaltou que entregará “o Brasil nas mãos de Deus” no momento da transmissão do cargo.

A declaração de que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial em Flávio reforça a expectativa do candidato de manter a continuidade política defendida por seu grupo, caso obtenha sucesso nas urnas. Não foram apresentados detalhes sobre logística ou presença oficial do ex‑presidente na cerimônia de posse em 6 de janeiro de 2027.

O fato foi registrado publicamente durante a carreata em São Gonçalo e repercutiu entre apoiadores e adversários nas redes sociais e no circuito político local.

Com informações de Maispb