Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostra queda no apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre eleitores evangélicos num cenário de segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No confronto hipotético entre os dois, Flávio aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. No recorte por religião, os dados apontam que a principal alteração ocorreu entre os evangélicos, grupo considerado estratégico para a campanha bolsonarista.

Desempenho entre evangélicos

Ao considerar apenas eleitores evangélicos, a pesquisa indica que Flávio Bolsonaro caiu de 61% para 52%, uma redução de nove pontos percentuais. No mesmo segmento, Lula subiu de 24% para 31%, permanecendo atrás de Flávio entre esses eleitores, mas com ganho expressivo em relação à medição anterior.

Possíveis causas do desgaste

Reportagem da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, registra que líderes evangélicos associam parte da perda de apoio ao desgaste provocado pelo caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Repercussão nas redes sociais

Antes da divulgação da pesquisa Genial/Quaest, levantamento da consultoria Ativaweb DataLab já havia apontado sinais de deterioração da imagem do senador nas redes sociais. A análise considerou mais de 17 milhões de menções públicas nas primeiras 20 horas após a realização da Marcha para Jesus, ocorrida na semana passada.

Segundo a consultoria, 51,9% das manifestações sobre Flávio Bolsonaro tiveram tom negativo. Parte das críticas foi relacionada à declaração do senador de que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e de que “o mal vai ser expulso do governo”.

Os pesquisadores também identificaram manifestações de cristãos contrários ao uso da Marcha para Jesus como espaço de disputa eleitoral.

Os resultados da Genial/Quaest ressaltam a relevância do eleitorado religioso para a disputa presidencial de 2026. Apesar de manter vantagem entre evangélicos, Flávio Bolsonaro registra perda de apoio nesse segmento, enquanto o avanço de Lula e a repercussão negativa nas redes sociais passam a ser acompanhados por aliados do senador e lideranças religiosas.

Com informações de Polemicaparaiba