O Corpo de Bombeiros da Paraíba trabalha, na tarde desta terça-feira (19), para controlar um incêndio que atinge a faixa de divisa entre Lagoa Seca, Montadas e Puxinanã, municípios situados na Região Metropolitana de Campina Grande, no Agreste do estado. As chamas consomem uma área de mato seco e avançam com rapidez, obrigando moradores próximos a deixarem temporariamente suas casas.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Lagoa Seca, George Neemias, a maior preocupação das equipes é impedir que o fogo se aproxime de imóveis residenciais. “Os bombeiros já estão em campo e iniciaram o combate, mas pedimos que a população permaneça em alerta para evitar surpresas”, declarou o gestor em entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais Rádio.
Até o momento não há registro de feridos. Pessoas que residem nas áreas mais vulneráveis procuraram abrigo na vizinhança enquanto o trabalho de contenção prossegue. “Quem vive perto do foco precisou sair por precaução. Felizmente, ninguém se machucou”, acrescentou Neemias.
A estiagem registrada no mês de dezembro é apontada pela Defesa Civil como um dos fatores que favorecem a propagação das chamas. A vegetação, muito ressecada, funciona como combustível natural, ampliando a velocidade de dispersão do fogo. Além disso, eventuais rajadas de vento na região contribuem para espalhar faíscas, dificultando o trabalho dos bombeiros.
As guarnições utilizam caminhões-pipa e abafadores manuais para circunscrever o incêndio. O chefe da operação informou que, caso o vento não mude de direção, a expectativa é de que o fogo seja controlado ainda hoje. “Estamos monitorando cada avanço do calor. O importante é manter a segurança dos moradores e evitar que as chamas alcancem as residências”, destacou Neemias.
A orientação dos órgãos de segurança é que curiosos não se aproximem da área atingida e que qualquer princípio de fogo seja comunicado imediatamente ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A Defesa Civil reforça, ainda, a necessidade de atenção redobrada durante períodos de seca, quando o risco de incêndios florestais aumenta consideravelmente.
Até a última atualização desta reportagem, a extensão total da área devastada não havia sido estimada pelos responsáveis pela operação. O Corpo de Bombeiros segue no local e deve emitir um relatório completo após a extinção total das chamas.
Com informações de Maispb



