Um homem que estava foragido desde setembro, apontado como principal suspeito de matar a ex-esposa a facadas diante da própria filha, foi preso na manhã desta segunda-feira (24) na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. A captura encerra pouco mais de dois meses de buscas pelo investigado, que se manteve escondido após o crime ocorrido em 18 de setembro, em Nova Floresta, no Agreste da Paraíba.

A vítima, Ana Kely Oliveira da Silva, tinha 32 anos e era mãe de cinco filhos. Ela foi atacada dentro de uma academia, onde trabalhava, e chegou a ser socorrida para o Hospital de Picuí. Porém, não resistiu aos ferimentos provocados pelas facadas. O ataque ocorreu na presença de uma das filhas do casal, circunstância que, segundo a polícia, agrava ainda mais a gravidade do caso.

Prisão após flagrante por receptação

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, o suspeito foi localizado depois de ser detido em flagrante por receptação de carga roubada no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, na noite de 23 de novembro. Durante o procedimento de identificação, os agentes pernambucanos constataram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca de Cuité, responsável pelo processo relacionado ao feminicídio.

Logo após a confirmação da ordem judicial, foi articulada uma ação conjunta entre as polícias civis dos dois estados. Na operação, o mandado foi cumprido e a prisão preventiva formalizada, garantindo que o investigado permaneça custodiado enquanto responde pelos delitos de feminicídio e receptação.

Desdobramentos do caso

O homem, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, foi encaminhado para uma unidade prisional de Pernambuco, onde aguardará a transferência para a Paraíba. O inquérito sobre a morte de Ana Kely segue em andamento na Delegacia de Cuité. Testemunhas e familiares ainda estão sendo ouvidos para complementar o conjunto probatório reunido até o momento.

A Polícia Civil da Paraíba informou que, com a prisão, concluiu a fase de buscas pelo principal suspeito, mas as diligências prosseguem para esclarecer detalhes do crime e apurar possíveis agravantes. A corporação destaca que o caso reforça a necessidade de denunciar episódios de violência doméstica e buscar apoio em canais especializados.

Até o fechamento desta reportagem, não havia previsão de data para a audiência de custódia referente à prisão preventiva. Também não foi divulgado se a defesa do investigado apresentará pedido de revogação ou habeas corpus nos próximos dias.

Com informações de G1