O professor de Física Haron Barbosa selecionou as equações mais frequentes em provas do Enem e sugeriu truques mnemônicos para facilitar a memorização dos símbolos. Segundo ele, as questões costumam situar a Física em contextos do dia a dia — como consumo de energia, som, movimentos e trocas de calor — e exigem reconhecimento do enunciado para escolher a fórmula adequada.
Fórmulas destacadas
Equação fundamental da ondulatória: relaciona velocidade da onda, comprimento de onda e frequência pela expressão v = λ · f. Barbosa aponta que essa relação aparece em itens sobre acústica, instrumentos musicais, sinais de rádio, Wi‑Fi e fenômenos ópticos. Macete indicado: “Vem lamber ferida”.
Primeira Lei de Ohm: conecta tensão, resistência e corrente com U = R · i, presente em questões de eletrodinâmica que envolvem aparelhos domésticos, chuveiros e lâmpadas. O professor sugere o macete “Você ri” (ou “Quem vê, ri”).
Potência elétrica: pode ser calculada por P = U · i ou por P = R · i², fórmulas úteis para problemas de consumo e funcionamento de equipamentos elétricos. Para lembrar P = U · i, Barbosa indica o macete “Piu”.
Segunda Lei de Newton: relaciona força, massa e aceleração pela expressão F = m · a e costuma aparecer em enunciados ligados a transporte e segurança veicular. O candidato deve identificar as grandezas fornecidas antes de escolher a equação.
Energia cinética: Ec = ½ · m · v² é usada quando o enunciado associa massa e velocidade à energia do corpo, com aplicações em transporte e transformações energéticas.
Energia potencial gravitacional: Ep = m · g · h aparece em situações como hidrelétricas e montanhas‑russas, quando massa, gravidade e altura são os dados do problema.
Calorimetria: a relação Q = m · c · ΔT relaciona quantidade de calor, massa, calor específico e variação de temperatura, sendo aplicada em aquecimento de água, trocas térmicas e funcionamento de motores. O macete sugerido é “Que macete”.
Como escolher a fórmula na prova
Barbosa destaca que memorizar fórmulas ajuda, mas não basta; é essencial identificar o que o enunciado pede e quais dados são fornecidos. Ele recomenda a “Técnica do Inventário”: listar as grandezas conhecidas e a incógnita antes de iniciar os cálculos. Por exemplo, presença de massa, gravidade e altura e pedido por energia indica uso de Ep = m·g·h.
Outra estratégia é checar as unidades de medida, que podem sugerir a relação correta. Se a resposta solicitada está em Watt e os valores são dados em Joules e segundos, a relação apropriada é P = E/Δt. Por fim, compreender os conceitos por trás de cada termo evita aplicação indevida de fórmulas — por exemplo, não usar equações de movimento uniforme onde há aceleração variável.
O professor resume a orientação afirmando que frases ou macetes auxiliam na memorização dos símbolos, mas o candidato deve entender o significado de cada variável e em que contexto cada equação se aplica.
O material de Barbosa tem o objetivo de transformar a memorização em ferramenta prática para identificar rapidamente as equações adequadas nas questões contextualizadas do Enem, sem substituir o estudo conceitual necessário.
Com informações de Jornaldaparaiba




