Quase três meses após a última agenda oficial em Campina Grande, o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), ainda não voltou à segunda maior cidade do Estado. De acordo com registros divulgados, a presença mais recente do chefe do Executivo ocorreu na semana dedicada às comemorações do “dia da cidade”, no início de outubro, quando Campina Grande celebrou mais um aniversário de emancipação política.
O afastamento chama atenção porque, antes desse intervalo, o próprio governador havia anunciado a reformulação do Escritório de Representação do Estado em Campina Grande, instalado no bairro Estação Velha. Na ocasião, Azevêdo argumentou que pretendia manter uma rotina de despachos na unidade a cada quinze dias, reforçando a intenção de “estar mais perto” da Rainha da Borborema e acompanhar de perto demandas regionais.
Passados quase noventa dias desde a visita vinculada à programação de aniversário do município, a promessa de frequência quinzenal não se concretizou. O Escritório de Representação, segundo o governo, foi estruturado para funcionar como extensão do Palácio da Redenção no Agreste, servindo de ponto de apoio para reuniões com prefeitos, empresários e lideranças políticas, além de facilitar o andamento de projetos estaduais em Campina Grande e cidades vizinhas.
Na prática, contudo, a população campinense não testemunha a presença do governador na cidade desde o início de outubro. À época, além de participar das festividades cívicas, João Azevêdo visitou equipamentos públicos e anunciou investimentos em áreas como infraestrutura e saúde. Depois desse compromisso, não houve novo deslocamento anunciado pelo gabinete governamental.
Embora a sede regional permaneça funcionando, a ausência prolongada do titular do Executivo estadual contrasta com o cronograma proposto de deslocamentos quinzenais. Integrantes da administração defendem que o espaço continua preparado para receber o governador sempre que necessário, mas não apresentaram previsão de data para uma próxima passagem de Azevêdo por Campina Grande.
Com a virada para o mês de janeiro, o intervalo sem visitas chega perto dos noventa dias, ampliando a expectativa de autoridades locais e de segmentos econômicos que aguardam encontros presenciais para discutir demandas específicas do Agreste paraibano.
Com informações de Paraibaonline




