O Governo da Paraíba instituiu auxílio financeiro emergencial destinado a famílias e entidades afetadas pelo rompimento do reservatório R5 da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), ocorrido em Campina Grande. A medida provisória que cria o benefício foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (19).

Conforme o texto, o auxílio será concedido a moradores e instituições cujos imóveis tenham sido parcial ou totalmente danificados no desastre registrado em 8 de novembro de 2025, no bairro da Prata. Apenas um representante por núcleo familiar poderá solicitar o benefício.

O valor mensal previsto chega a R$ 3,5 mil para famílias atingidas e a R$ 5 mil para entidades filantrópicas ou de acolhimento social que tenham sofrido prejuízos diretos. O processo de cadastramento, análise e acompanhamento ficará sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Humano (SEDH) do Estado.

O governo também reforçou que, em 13 de novembro, foi decretada situação de emergência em Campina Grande por 180 dias. O dispositivo jurídico permite agilizar contratações, compras e outras ações voltadas à recuperação das áreas afetadas e à assistência aos moradores.

Relembre o rompimento

Na manhã de 8 de novembro, o reservatório de água localizado na Rua Frei Caneca, bairro da Prata, se rompeu, liberando grande volume de água. O impacto destruiu pelo menos três residências, causou danos estruturais em outras três e atingiu veículos que estavam estacionados nas proximidades. Uma idosa morreu em consequência do incidente.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados logo após o rompimento para realizar buscas, retirar moradores e avaliar as condições das edificações vizinhas. A Cagepa, responsável pela estrutura, disse em nota que “lamenta profundamente o acidente” e manifestou pesar pela morte da moradora. A companhia afirmou ainda que instaurou processo de apuração das causas do rompimento e enviou equipes técnicas e de assistência social ao local.

O alagamento decorrente da ruptura provocou destruição em várias ruas adjacentes, espalhando entulhos e comprometendo a circulação de moradores e veículos. Desde então, órgãos municipais e estaduais trabalham na limpeza, na recuperação das vias e na avaliação de segurança das residências que permaneceram em pé.





Com a publicação da medida provisória, as famílias e entidades prejudicadas poderão solicitar o auxílio emergencial tão logo sejam abertas as inscrições pela SEDH. O governo informou que divulgará, nos próximos dias, orientações detalhadas sobre prazos, documentação necessária e canais de atendimento.

Com informações de Jornaldaparaiba