A estreia do guia eleitoral no rádio e na televisão, realizada nesta sexta-feira (28), marcou uma nova etapa da campanha na Paraíba, ampliando o alcance dos candidatos para além das redes sociais. Apesar da influência crescente das plataformas digitais, rádio e TV continuam relevantes por atingir audiências que não estão inseridas nas chamadas “bolhas digitais”.
Segundo Alek Maracajá, da agência Ativaweb, o guia mantém importância por sua escala, repetição e capacidade de alcançar diferentes classes sociais. Ele ressalta, porém, que há uma mudança em relação a campanhas anteriores: o conteúdo veiculado no guia não se esgota com o término do programa no rádio ou na televisão.
Maracajá aponta que cada peça veiculada poderá ser pensada para circular também no ambiente digital. Trechos de fala podem ser transformados em vídeos curtos; propostas, compartilhadas nas redes; ataques, gerarem respostas; e imagens, ganharem nova vida em plataformas como Instagram, TikTok e WhatsApp. Por isso, afirma ele, o marketing político precisa integrar desde já o guia eleitoral ao mundo digital.
Campanhas passam a atuar em duas velocidades
Na prática, a exposição passa a ocorrer em ritmos diferentes: o eleitor assiste ao programa na televisão, comenta em grupos de WhatsApp, recebe conteúdos no Instagram e pode ser impactado novamente pelo mesmo candidato no TikTok. Essa repetição, quando planejada, ajuda a fixar nomes e mensagens perante o público.
Além de ampliar a presença dos candidatos, o período do guia oferece às campanhas a oportunidade de enfrentar desafios apontados por pesquisa da Quaest: o conhecimento dos candidatos e índices de rejeição. Conforme o levantamento, o governador Lucas Ribeiro (PP) ainda é desconhecido por 30% dos entrevistados e apresenta 22% de rejeição. Cícero Lucena aparece com 19% de desconhecimento e 46% de rejeição, enquanto Efraim Filho registra 20% de desconhecimento e 46% de rejeição.
Com exposição diária no rádio e na TV, as candidaturas poderão apresentar melhor seus perfis, reforçar identidades políticas e buscar alterar percepções. O guia também permite maior controle sobre a mensagem, graças ao tempo de exposição e à repetição, possibilitando testar discursos, reforçar propostas e reagir às narrativas adversárias.
O desafio, até 1º de outubro, será converter minutos e inserções no rádio e na televisão em lembrança entre os eleitores, transformar essa lembrança em percepção positiva e, por fim, converter essa percepção em votos.
Com informações de Jornaldaparaiba




