Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, deve adotar durante a campanha o apelido “Taxadd”, termo que vinha sendo usado por adversários políticos. A estratégia da equipe é ressignificar o rótulo e vinculá-lo de forma explícita à proposta de reforma tributária que aumente a cobrança sobre os mais ricos.

Posicionamento e objetivo

Segundo a coordenação da campanha, a intenção é transformar uma crítica em elemento central do discurso, consolidando a imagem do ex-ministro da Fazenda como defensor de medidas que ampliem a tributação sobre fortunas e rendas elevadas. A tática busca aproveitar o debate público em torno da taxação dos super-ricos, tema que já foi explorado em iniciativas do governo federal, como a proposta conhecida pelo acrônimo BBB (bilionários, bancos e bets).

A equipe reconhece que posicionamentos anteriores já geraram impacto político, tanto positivo quanto negativo. Como exemplo de desgaste, citam-se medidas que provocaram críticas, entre elas o imposto sobre importações de baixo valor, apelidado de “taxa das blusinhas”, que trouxe repercussão adversa ao então ministro.

Inspiração internacional

Integrantes do grupo mencionam referências externas para embasar a comunicação. Entre os exemplos citados está o político identificado como Zohran Mamdani, apontado pelos aliados como fonte de abordagem sobre tributação de grandes fortunas. Em publicações nas redes sociais, Mamdani chegou a divulgar a ideia de um “Tax Day”, defendendo maior contribuição de imóveis de alto valor e de proprietários que não residem permanentemente na cidade de Nova York.

Cenário eleitoral

Pesquisas públicas recentes mostram um quadro desfavorável a Haddad na disputa pelo governo paulista. Levantamentos do instituto Paraná Pesquisas indicam que o ex-ministro aparece atrás do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em simulações de primeiro e segundo turno. Em cenário de segundo turno, o levantamento aponta Tarcísio com 58,7% dos votos ante 35,1% de Haddad.

Apesar desses números, aliados do pré-candidato afirmam que pesquisas internas e estudos de outros institutos apresentam um quadro mais competitivo, com redução da distância entre os nomes mais citados. Nos bastidores, parlamentares do PT relatam otimismo após encontros com o pré-candidato em São Paulo, afirmando que ainda existe espaço para crescimento ao longo da campanha.

Com informações de Polemicaparaiba