Um homem de 37 anos foi detido na terça-feira (23) em Sapé, na Zona da Mata da Paraíba, suspeito de estuprar o próprio sobrinho, uma criança de 9 anos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, responsável pela investigação.

De acordo com a corporação, o inquérito apura um suposto abuso sexual contra o menino, que teria ocorrido recentemente no município. Após reunir os elementos iniciais, a equipe policial solicitou à Justiça a decretação da prisão preventiva do investigado, alegando a gravidade do crime e o risco à integridade física e psicológica da vítima, além da possibilidade de novos ataques a outras crianças.

O pedido foi analisado e deferido pelo Poder Judiciário. Cumprido o mandado, o suspeito foi conduzido para a delegacia local, onde passou pelos procedimentos formais de auto de prisão e prestou depoimento. Em seguida, ele foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para realizar exame de corpo de delito, etapa obrigatória antes do recolhimento ao sistema prisional.

Após o laudo, o homem foi levado a uma unidade prisional da região, onde aguarda audiência de custódia. Nessa sessão, um juiz avaliará a manutenção ou revogação da prisão preventiva, considerando os indícios apresentados e as circunstâncias do caso.

A Polícia Civil informou que o processo investigativo segue em sigilo, medida adotada para preservar a identidade da criança e garantir a investigação sem interferências externas. Detalhes sobre o local exato do suposto crime, datas das ocorrências e outros eventuais depoimentos não foram divulgados justamente por causa do segredo de Justiça.

Além das diligências já realizadas, os investigadores devem coletar novos depoimentos, reunir exames periciais e analisar possíveis evidências digitais ou físicas que corroborem a denúncia. O objetivo é concluir o inquérito com elementos suficientes para o Ministério Público decidir sobre eventual oferecimento de denúncia criminal.

Até o momento, não foi informado se a defesa do suspeito apresentou manifestação oficial. O caso continua em andamento, e a polícia reforça que qualquer informação adicional deve ser comunicada pelos canais oficiais de denúncia, assegurando anonimato.

Com informações de G1