Um homem identificado como Joselito Dantas, portador de deficiência física, foi assassinado na madrugada desta sexta-feira (21) dentro do Residencial Colinas do Sul, zona sul de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi retirada à força de seu apartamento por volta das 2h, submetida a agressões com pedras, esfaqueada, atingida nos órgãos genitais e, em seguida, baleada. Ao lado do corpo, os policiais encontraram um bilhete com a frase: “tarado é bala”.
De acordo com a delegada Josenice Andrade, responsável pela apuração inicial, a esposa de Joselito relatou ter escutado aproximadamente quatro disparos poucos instantes depois de o marido ter sido levado para fora do imóvel. A mulher estava no apartamento no momento da invasão e prestou depoimento ainda na madrugada.
Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Instituto de Polícia Científica (IPC) estiveram no condomínio para isolar a área, coletar vestígios e iniciar os levantamentos periciais. No local, investigadores constataram marcas de pedradas e perfurações de faca no corpo da vítima, além das perfurações de arma de fogo.
Conforme o relato da esposa, Joselito trabalhava como artesão e permanecia a maior parte do tempo em casa devido à limitação física. Ela não soube informar quantos agressores participaram da ação nem se existia alguma ameaça anterior contra o companheiro.
A delegada destacou que o conteúdo do bilhete é apenas uma das linhas de investigação e pode ter sido deixado para confundir as autoridades ou desviar o foco sobre a autoria do crime. “Ainda é cedo para afirmar se há relação direta entre a mensagem e motivação”, declarou Josenice Andrade.
Até o momento, não há identificação dos responsáveis nem confirmação sobre a motivação do homicídio. Câmeras de segurança do residencial devem ser analisadas para auxiliar na elucidação do caso. Testemunhas também estão sendo convocadas para prestar esclarecimentos.
O corpo de Joselito Dantas foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa para exames complementares. O inquérito permanece aberto na Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCP), que investiga outros homicídios registrados na capital.
Com informações de Clickpb




