Sentença por feminicídio
O Tribunal do Júri da comarca de Cuité, no Curimataú paraibano, condenou Joelson Prazeres da Silva a 35 anos de reclusão pelo assassinato de Camilla Raiane Lima, cometido em fevereiro de 2025. A decisão judicial considerou que o crime teve motivação torpe e foi praticado por meio cruel, circunstâncias que caracterizam feminicídio.
Segundo a sentença assinada pelo juiz Fábio Brito de Faria, a condenação foi aplicada com base no artigo 121-A do Código Penal. Na dosimetria, o magistrado avaliou fatores como culpabilidade, personalidade do réu, motivos e consequências do delito para fixar a pena em 35 anos de prisão.
A Justiça reconheceu, na análise das circunstâncias judiciais, a agravante de reincidência e a atenuante da confissão espontânea. Como houve compensação entre essas circunstâncias, o montante da pena permaneceu em 35 anos.
O crime
Camilla Raiane Lima, de 27 anos, foi encontrada morta dentro da residência onde morava, no centro de Cuité, na noite de 17 de fevereiro de 2025. O corpo apresentava marcas de agressão no rosto e lesões no pescoço; a polícia aponta como principal suspeita que a morte tenha ocorrido por estrangulamento.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o corpo foi localizado por um dos filhos da vítima. Camilla tinha três filhos, sendo uma criança fruto do relacionamento com o suspeito, com quem vivia havia cerca de quatro anos.
Após o crime, Joelson fugiu e chegou a ser considerado foragido. As apurações identificaram indícios de violência doméstica, razão pela qual o caso foi tratado como feminicídio desde o início. Perícias foram realizadas no local e testemunhas foram ouvidas durante o inquérito, cuja denúncia embasou o julgamento no Tribunal do Júri.
A determinação judicial segue o entendimento de que as circunstâncias do homicídio configuram a qualificadora prevista na legislação, resultando na fixação da pena em 35 anos de reclusão para o réu.
Com informações de G1


