O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, suspendeu o vínculo com uma empresa de São Paulo responsável pela emissão de laudos de exames de imagem após denúncias de falhas apontadas por profissionais da própria unidade. A decisão foi tomada no término do contrato, enquanto as apurações permanecem em curso.
Segundo a direção do hospital, a rescisão ocorreu simultaneamente à abertura de uma sindicância pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e há previsão de audiência com o Ministério Público da Paraíba (MPPB). A instituição informou que outras medidas poderão ser adotadas conforme o resultado das investigações.
De acordo com relatos oficiais, as inconsistências nos laudos teriam começado em outubro de 2025, quando os radiologistas do hospital foram substituídos por profissionais terceirizados vinculados à empresa contratada. Antes dessa mudança, os exames eram interpretados por profissionais da própria unidade.
A apuração interna foi iniciada em 10 de fevereiro, após notificação da Coordenação Médica da UTI Cardiológica. A investigação interna do hospital, segundo a direção, confirmou a existência de inconsistências em laudos de radiologia.
A fundação PB Saúde notificou a empresa responsável pelos laudos e informou que os profissionais envolvidos foram afastados. Paralelamente, o Metropolitano instaurou sindicância interna para apurar os fatos.
O MPPB realizou inspeção no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e no setor de radiologia do hospital em 4 de março. O Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) declarou que acompanha o caso desde que foi procurado por médicos da unidade.
Reportagens obtidas pela imprensa indicam que os laudos apresentavam erros recorrentes e faltavam detalhamento técnico, com conclusões consideradas genéricas. Um dos casos citados envolveu a não identificação de um aneurisma de aorta torácica em um laudo, situação que poderia representar risco ao paciente.
Em nota, a direção do hospital afirmou que mantém uma central de laudos composta por quatro empresas credenciadas, responsável por exames como ressonância magnética e tomografia, modelo que, segundo a gestão, visa garantir agilidade e apoio especializado.
A PB Saúde destacou que divergências de interpretação podem ocorrer em exames complexos e ressaltou que o laudo é apenas uma parte do processo diagnóstico, que também inclui avaliação clínica completa do paciente.
Com informações de Paraiba



