O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita (PB), afirmou nesta sexta-feira (23) que não houve falha nos procedimentos de identificação e liberação de corpos, após denúncia de familiares de que teria ocorrido troca de cadáveres durante um velório. Apesar da negação de erro por parte da unidade, a Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), gestora do hospital, instaurou uma sindicância administrativa para apurar o caso.
Segundo a diretora-geral da unidade, Louise Nathalie, todos os protocolos internos foram seguidos corretamente. Ela esclareceu que as mortes ocorreram em horários distintos – um óbito registrado às 3h12 e outro às 6h24 – o que resultou na liberação separada dos corpos. “Só havia um corpo no nosso necrotério, e ele foi identificado com a presença dos agentes funerários”, disse Louise, ao relatar que acompanhou pessoalmente a identificação feita pelas famílias dentro do hospital.
Em nota oficial, o Metropolitano confirmou internamente que o corpo foi liberado de forma regular para a funerária indicada pelos parentes. A incongruência apontada pelos familiares, acrescentou a instituição, teria ocorrido após a saída do cadáver das dependências hospitalares.
Exumação e investigação
Também nesta sexta-feira, a Justiça autorizou a exumação de um dos corpos supostamente trocados. A Polícia Civil de Santa Rita e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) informaram que vão conduzir investigações para esclarecer o ocorrido. A família de José Pereira, de 74 anos, registrou boletim de ocorrência em João Pessoa, apontando que o corpo velado inicialmente não seria o do idoso.
De acordo com os parentes, ao chegar ao velório, perceberam que as características do cadáver não correspondiam às de José Pereira. Eles voltaram ao hospital, onde foram informados de que a funerária responsável teria retirado, inadvertidamente, o corpo de outra pessoa, identificada como Waldeci Batista. O corpo deste último, segundo familiares de Batista, já havia sido enterrado no Cemitério Cristo Redentor, em João Pessoa.
A filha de José Pereira relatou ainda contato direto com a outra funerária envolvida, mas afirmou que os esclarecimentos só foram obtidos de forma parcial. Em resposta, o hospital reiterou que todos os processos internos foram cumpridos e permanece à disposição para colaborar com as investigações.
Com informações de G1



