O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que não incluirá em pauta o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar irregularidades no Banco Master. A decisão foi comunicada em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em 10 de fevereiro de 2026.

Motta explicou que seguirá estritamente a ordem cronológica de análise dos requerimentos apresentados ao Legislativo. Ao todo, 16 solicitações aguardam apreciação na Casa, e, segundo o presidente, não existe justificativa para antecipar ou reordenar esses pedidos.

Na prática, a adoção desse critério impede o avanço imediato do pedido específico voltado ao Banco Master. Para abrir uma CPI, seria preciso que o requerimento fosse incluído na linha de frente da lista de processos em tramitação, o que não ocorrerá enquanto outros protocolos antigos não forem concluídos.

Dos 16 pedidos registrados, apenas três alcançaram o quórum mínimo para se tornarem propostas de comissão, mas ainda se encontram em fases iniciais de encaminhamento. Os demais seguem em análise preliminar, aguardando assinatura de deputados e verificação dos requisitos regimentais.

Conforme o Regimento Interno da Câmara, após a entrega formal, cada requerimento recebe uma numeração e aguarda parecer da Mesa Diretora. A ordem de votação segue exatamente essa sequência, sem possibilidade de atropelo, de acordo com a interpretação apresentada pelo presidente.

O adiamento do pedido relativo ao Banco Master tem gerado questionamentos entre partidos de oposição, que veem no caso possíveis indícios de favorecimento a interesses privados. Já parlamentares alinhados ao governo federal preferem aguardar a evolução dos demais processos antes de discutir novas CPIs.

Enquanto isso, o presidente Hugo Motta garante a continuidade na tramitação das comissões já em curso e reforça a aplicação rigorosa das normas internas para evitar precedentes de exceção na análise de pedidos de investigação parlamentar.

Com informações de Paraibaonline