João Pessoa — O deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara e dirigente do Republicanos na Paraíba, cobrou publicamente o comprometimento dos filiados do partido com a chapa majoritária que integra a base do governo estadual. Em entrevista concedida à imprensa em João Pessoa, Motta afirmou que haverá cobrança pelo alinhamento dos membros do Republicanos à composição eleitoral definida pelo grupo governista.

Segundo o parlamentar, a chamada “chapa majoritária” é formada pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP), apontado como pré-candidato ao governo; pelo governador João Azevêdo (PSB), que ocuparia a primeira vaga ao Senado; e por Nabor Wanderley (Republicanos), prefeito de Patos e pai de Hugo Motta, na segunda vaga ao Senado.

Ao detalhar as expectativas do partido, Motta declarou: “É natural que nós cobremos o alinhamento com essa chapa, o alinhamento com o vice-governador Lucas, que será o nosso candidato a governador, com o senador João Azevêdo e o senador Nabor Wanderley”. Em seguida, reforçou a obrigação de disciplina interna: “Nós vamos cobrar o alinhamento de quem estiver no Republicanos”.

Além de demandar coerência dos filiados, Hugo Motta mencionou a necessidade de que as demais siglas que compõem a base do governador também garantam o apoio de seus quadros à mesma chapa. O objetivo, segundo ele, é reduzir o risco de dissidências dentro do arco de sustentação governista durante a disputa eleitoral.

A manifestação pública do presidente do Republicanos estadual ocorre em contexto de articulações políticas e definição de candidaturas na Paraíba, com o partido assumindo papel de destaque na costura da composição majoritária. A cobrança de fidelidade foi feita de forma direta à imprensa, em ato ocorrido em João Pessoa, sem que Motta tenha indicado prazos ou medidas disciplinares específicas para os filiados que optem por não seguir a orientação.

O posicionamento do dirigente reforça a tentativa de unidade entre as legendas que apoiam o governo, ao mesmo tempo em que sinaliza vigilância sobre eventuais divisões internas que possam surgir no período que antecede as eleições.





Com informações de Diariodosertao