Mercado de ações fecha em alta e bate recorde
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou a última sexta-feira (23) aos 178.858 pontos, alta de 1,86% em relação ao pregão anterior. Durante a sessão, o indicador chegou a superar os 180 mil pontos, registrando alta de 2,38% por volta das 17h31, mas recuou no fim do dia depois de investidores realizarem lucros.
Com esse resultado, a bolsa acumulou ganhos de 8,53% na semana, sua melhor performance desde a semana encerrada em 9 de abril de 2020, quando o Ibovespa avançou 11,71%. Naquela ocasião, o mercado reagia às quedas provocadas pelo início da pandemia de covid-19.
Oscilação contida no câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,287, praticamente estável, com alta de 0,05%. A moeda norte-americana chegou a se aproximar de R$ 5,30 por ocasião de compras motivadas pela queda recente, mas voltou a operar em nível similar ao de ontem com o aporte de capitais estrangeiros.
Na comparação semanal, o dólar registrou queda de 1,61% e acumula recuo de 3,68% desde o início de 2026. Esse patamar é o menor para a cotação desde a primeira quinzena de novembro do ano passado.
Entrada de recursos e perspectiva de juros
O movimento de valorização da bolsa e a estabilidade do câmbio refletem a saída de recursos dos Estados Unidos em busca de retornos maiores em mercados emergentes, como o Brasil. Até 21 de janeiro, a B3 contabilizou ingressos líquidos de R$ 12,35 bilhões, quase metade dos R$ 25,5 bilhões registrados em todo o ano de 2025.
Esse fluxo é estimulado pelo diferencial de juros: a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, seu maior nível em quase 20 anos. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir o novo patamar da Selic, diretriz que influenciará diretamente o apetite de investidores estrangeiros.
O desempenho do Ibovespa e o movimento do câmbio indicam um ambiente de maior confiança no cenário local, impulsionado pelo ingresso de capitais e pela expectativa de manutenção de juros elevados. O mercado segue atento às decisões do Copom e a indicadores econômicos globais que possam impactar os fluxos financeiros.
Com informações de Agência Brasil



