O Instituto Médico Legal da Paraíba (IML-PB) investiga a causa da morte de uma criança de 1 ano e 5 meses registrada na manhã desta segunda-feira (22) no município de Cruz do Espírito Santo, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa. A principal hipótese levantada até o momento é de afogamento.
Segundo o diretor do IML-PB, Flávio Fabres, o corpo da vítima chegou à unidade na própria segunda-feira e passará por exames de necropsia. O procedimento laboratoral deverá indicar, com precisão, o motivo do óbito. A liberação para velório e sepultamento só ocorrerá depois que todos os testes forem concluídos.
Os exames foram solicitados pela delegada Cristiane Silva, responsável pela Delegacia de Cruz do Espírito Santo. De acordo com a autoridade policial, não há previsão para que as análises fiquem prontas, pois dependem de avaliação minuciosa, inclusive em laboratório. A delegada informou ainda que, até agora, não foi instaurado inquérito, já que o caso é tratado como uma fatalidade.
Conforme descrevem as informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, a criança teria saído de casa sem que os pais percebessem e, em seguida, caído em um riacho situado próximo à residência da família. “Não há indícios de outra conduta por parte dos pais”, reforçou Cristiane Silva.
Apuração da TV Cabo Branco revelou que, no momento do incidente, a mãe havia se deslocado até um ponto de distribuição para buscar uma cesta básica, deixando os filhos aos cuidados do pai. O casal tem sete crianças, e o pai enfrenta problemas de saúde, circunstância que, segundo relato da família à polícia, pode ter contribuído para a falta de vigilância momentânea.
Ainda de acordo com o relato colhido pelos investigadores, ao retornar para casa, a mãe perguntou ao marido onde estava o bebê e foi informada de que ele estaria brincando no terraço. Ao perceber a ausência da criança, o casal iniciou as buscas e, pouco depois, a encontrou sem vida no riacho.
O IML-PB prossegue com a necropsia, etapa determinante para confirmar se o afogamento foi realmente a causa da morte. Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda o laudo oficial antes de decidir se haverá ou não abertura de inquérito. Até o momento, todos os elementos disponíveis permanecem apontando para um acidente trágico.
Com informações de Paraiba


