A discussão interna sobre a montagem da chapa proporcional do PSB para as eleições de 2026 ganhou contornos públicos e revelou divergências entre dirigentes e filiados do partido na Paraíba. O ex-presidente estadual da legenda, Gervásio Maia, voltou a alertar para a necessidade de construir uma nominata competitiva, mas recebeu críticas do secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira.
Em resposta aos alertas de Maia, Limeira afirmou que o ex-dirigente “ajuda pouco e reclama muito”, minimizando a preocupação com a preparação da lista de candidatos a deputado estadual e federal. Apesar da crítica, o temor sobre a falta de nomes fortes não se limita ao ex-presidente: outras lideranças confirmam, nos bastidores, a dificuldade de formar uma chapa capaz de garantir vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A apreensão já faz alguns pré-candidatos cogitarem a saída do partido. Segundo interlocutores, a fragilidade da nominata coloca em risco a competitividade eleitoral do PSB, comandado pelo governador João Azevêdo, e abre espaço para debandadas rumo a legendas que ofereçam melhores condições de disputa.
A tese sobre a necessidade de reforçar a chapa foi publicamente defendida também pelo ex-deputado Ricardo Barbosa em entrevista à Rádio CBN. Ao reconhecer a conjuntura desfavorável, Barbosa se alinha a Maia, apesar de recentes desentendimentos internos entre os dois. O movimento expõe um mal-estar crescente dentro do PSB e evidencia a falta de articulação para a disputa proporcional.
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Sem uma definição clara sobre os rumos da nominata, o partido entra em rota de colisão entre dirigentes e filiados, enquanto o calendário eleitoral de 2026 se aproxima.
Com informações de Jornal da Paraíba


