O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,7% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12). O resultado é o maior para um mês de fevereiro desde 2025, quando a taxa foi de 1,31%.

No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 1,03% e, nos últimos 12 meses, a inflação oficial ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% observados nos 12 meses anteriores. Segundo o IBGE, esse nível está dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

O grupo Educação apresentou a maior variação em fevereiro, com alta de 5,21%, e, junto ao grupo Transportes, foi responsável por aproximadamente 66% do resultado mensal. A educação respondeu por cerca de 44% da variação do IPCA no mês, com forte impacto dos cursos regulares (6,2%). Entre os subitens, ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%) registraram as maiores variações.

O gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou que, embora o índice de fevereiro seja superior ao de meses recentes, trata-se da menor taxa para o mês desde 2020. Ele explicou que a pressão observada em fevereiro de 2025, particularmente no grupo Habitação em função do término do bônus de Itaipu sobre a energia elétrica, não se repetiu em 2026.

No segmento de Transportes, a passagem aérea teve aumento de 11,4%. Também subiram o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o preço do ônibus urbano (1,14%). O conjunto dos combustíveis apresentou variação negativa de 0,47%, puxado pela queda da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%), enquanto etanol (0,55%) e óleo diesel (0,23%) avançaram.

O grupo Alimentação e bebidas manteve variação próxima entre janeiro (0,23%) e fevereiro (0,26%). A alimentação no domicílio subiu 0,23% em fevereiro, ante 0,10% no mês anterior, com elevações expressivas do açaí (25,29%) e do feijão carioca (11,73%), além de aumentos no ovo de galinha (4,55%) e nas carnes (0,58%). Por outro lado, frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%) registraram recuos.

A alimentação fora do domicílio desacelerou, passando de 0,55% em janeiro para 0,34% em fevereiro; a refeição ficou em 0,49% (0,66% em janeiro) e o lanche em 0,15% (0,27% em janeiro). Gonçalves observou que, comparado a fevereiro de 2025, o grupo dos alimentos desacelerou, em parte porque subitens como o ovo e o café apresentaram pressão bem maior no ano anterior. Ele acrescentou que o arroz acumula queda de 27,86% em 12 meses devido à boa oferta do cereal.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,56% em fevereiro, taxa 0,17 ponto percentual acima da registrada em janeiro (0,39%). No ano, o INPC acumula alta de 0,95% e, nos últimos 12 meses, marcou 3,36%, abaixo dos 4,30% dos 12 meses anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa do INPC havia sido de 1,48%.

No INPC, os alimentos aceleraram de 0,14% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Os produtos não alimentícios registraram variação de 0,66% em fevereiro, ante 0,47% em janeiro.

O IBGE divulgou os dados nesta quinta-feira (12).

Com informações de Agência Brasil