Servidores do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita (Grande João Pessoa), apresentaram, na segunda-feira (26), uma série de irregularidades que incluem a presença de insetos na comida servida a pacientes e funcionários, problemas no sistema de ar-condicionado da UTI e atraso no depósito do FGTS de colaboradores vinculados à Fundação PB Saúde.

De acordo com o relato dos profissionais, a deficiência no funcionamento do ar-condicionado na Unidade de Terapia Intensiva ocasionou a transferência de alguns pacientes para outras alas do hospital. Além disso, os funcionários reclamam da constatação de insetos em refeições diárias, gerando preocupação com a higiene e segurança alimentar dentro da instituição.

Também foi denunciado o atraso no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo os servidores, o não depósito compromete os direitos trabalhistas de quem presta serviço à unidade sob administração da Fundação PB Saúde. A equipe ainda apontou déficit de pessoal e cobrou a convocação dos aprovados no concurso público mais recente.

Resposta da administração

Em nota, a Fundação PB Saúde afirmou que as falhas no sistema de climatização da UTI foram identificadas e prontamente corrigidas pela direção do hospital. Sobre os insetos na alimentação, a entidade informou ter reforçado imediatamente as ações de monitoramento e prevenção.

Quanto ao FGTS, a Fundação esclareceu que “houve uma intercorrência de natureza técnica no processo de compensação, que impossibilitou a efetivação dos créditos na data inicialmente prevista” e garantiu que “os valores serão integralizados com as devidas correções”.

Sobre a quantidade de profissionais, a administração lembrou que o prazo legal para convocar os aprovados em vagas imediatas se estende até 10 de abril de 2027, podendo chegar a abril de 2029 em caso de prorrogação, e destacou que mais de 40% dos candidatos já foram chamados.

Denúncias seguem caso de troca de corpos

As recentes denúncias ganharam força após a troca de corpos de dois idosos que faleceram na unidade entre os dias 22 e 23 de janeiro. José Pereira e Waldeci Batista foram identificados incorretamente, o que levou à exumação judicial do corpo de Pereira, liberado à família na sexta-feira (23). A administração do hospital afirmou não ter identificado falha nos procedimentos internos e instaurou uma sindicância para apurar o incidente.

O caso gerou comoção e reforçou as cobranças por melhorias nos serviços oferecidos pelo Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires.

Com informações de G1