O Instituto Seta declarou apoio à proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para instituir um selo de reconhecimento destinado a institutos que realizam pesquisas eleitorais. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques, e tem como objetivo incentivar boas práticas e aumentar a credibilidade dos levantamentos divulgados no período eleitoral.

Em nota pública, o Seta afirmou que a criação do selo pode contribuir para ampliar a confiança da sociedade nas pesquisas, desde que os requisitos para sua concessão sejam estabelecidos com base em rigor técnico, transparência e com a participação dos profissionais que atuam na área.

Pesquisas como retrato do momento

O instituto ressaltou que as pesquisas eleitorais devem ser entendidas como um retrato da intenção de voto no momento em que os dados são coletados, e não como uma previsão do resultado das eleições. Segundo o Seta, variações no cenário político, mudanças nas campanhas e alterações no comportamento do eleitorado entre a coleta e o dia da votação podem modificar o panorama observado sem que isso configure erro metodológico.

Na nota, a instituição enfatizou que pesquisas, quando conduzidas com metodologia científica, mostram a situação vigente na data da amostragem, mas não antecipam o desfecho eleitoral, pois diversos fatores podem influenciar a decisão do eleitor até o pleito.

Articulação para regulamentar o selo

O Instituto Seta informou ainda que participa da composição de um grupo que reúne empresas de diferentes regiões do país para formular sugestões ao TSE sobre a regulamentação do selo de qualidade. O movimento inclui institutos que defendem a melhoria contínua da atividade e a valorização da metodologia científica, citando entre as referências organizações como Paraná Pesquisas, AtlasIntel e Real Time Big Data.

Para o Seta, a definição coletiva e amplamente debatida de critérios técnicos tem potencial para elevar os padrões das pesquisas eleitorais no Brasil, reforçando transparência, credibilidade e a confiança da população no processo democrático.

Com informações de Polemicaparaiba