Mônica Maria da Silva, de 36 anos e natural de Pedras de Fogo (PB), está desaparecida em Barcelona desde 4 de julho. A irmã dela, Cristina Silva, relatou à TV Cabo Branco o impacto do sumiço sobre a família e a busca por esclarecimentos sobre o paradeiro de Mônica.

Cristina informou que Mônica mora há cerca de dois anos na Espanha, onde trabalhava como cabeleireira. O último contato da desaparecida com a família ocorreu em 4 de julho. “Eu quero uma resposta, seja lá o que esteja acontecendo, até se ela esteja vivendo a vida dela lá e só não queira contato, mas que diga pra família”, disse a irmã, que descreveu o quadro de desespero dos pais, com a mãe passando mal e fazendo uso de medicação em decorrência da angústia.

A família registrou boletim de ocorrência e procurou a Polícia Civil e a Polícia Federal. Segundo Cristina, o Consulado do Brasil na Espanha afirmou não ter poder de investigação e orientou a buscar a Interpol, contato que a irmã diz estar tentando estabelecer. “Eu estou vendo que está muito difícil de conseguir isso. É muito difícil. Uma polícia joga você para um lado, outra para o outro”, afirmou.

O Itamaraty declarou ao g1 que tem conhecimento do caso e que presta assistência consular à família, mas não informou se há investigação em andamento pelas autoridades espanholas nem deu detalhes sobre o paradeiro de Mônica.

Cristina relatou também que o Consulado teria transmitido informação de que a polícia espanhola afirmou que Mônica estaria bem e teria sido vista durante uma abordagem policial há cerca de 20 dias. A família, porém, não recebeu nenhum registro oficial que comprove essa abordagem ou confirme que a paraibana está em boas condições.

A irmã disse ter obtido o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet. Durante as buscas, uma cliente da cabeleireira contatou a família e forneceu fotos, vídeos e mensagens trocadas com Mônica. Em uma mensagem de abril, a desaparecida teria pedido à cliente que guardasse esse material por temer ficar sem o celular.

Em algumas imagens, Mônica aparece ao lado de um homem desconhecido para a família, apontado como possível namorado. Havia também fotos nas quais as unhas da mulher estavam machucadas ou arrancadas, e relatos de que ela teria sofrido agressões. A família recebeu ainda informação de que Mônica teria procurado o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha. Amigas da paraibana disseram não falar com ela desde 15 de junho.

A filha de Mônica, atualmente com 6 anos, está sob os cuidados de familiares no Brasil. Cristina afirmou que não considera normal a ausência de contato de 45 dias entre mãe e filha. Até o momento, as alegações de agressão não foram confirmadas pelas autoridades espanholas.

Com informações de G1