Dois irmãos foram assassinados a tiros durante a madrugada desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, no bairro de Gramame, na zona sul de João Pessoa. As vítimas foram identificadas pela Polícia Militar como Joerdson Tavares de Oliveira, 19 anos, e Jailson Tavares de Oliveira, 23 anos.
De acordo com o relato inicial dos militares que atenderam a ocorrência, pelo menos três homens teriam escalado o muro de uma casa vizinha para acessar a residência onde os irmãos dormiam. Após invadir o imóvel, o grupo seguiu diretamente até o quarto das vítimas e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Os dois jovens morreram no local.
No momento do ataque também estavam na casa a companheira de um dos irmãos e duas meninas, filhas dela. As três conseguiram deixar o imóvel sem ferimentos antes que os atiradores fugissem. A rota de escape dos suspeitos não foi divulgada.
Vítimas trabalhavam com reciclagem e pintura
Familiares informaram que Joerdson e Jailson auxiliavam o pai em serviços de reciclagem e pintura para complementar a renda da família. Ainda segundo parentes presentes na cena do crime, os irmãos não tinham qualquer envolvimento conhecido com atividades ilícitas.
Perícia recolhe indícios e Polícia Civil abre inquérito
Equipes da Polícia Civil e do Instituto de Polícia Científica (IPC) foram acionadas poucas horas depois do crime. Os peritos recolheram projéteis, cápsulas e outros vestígios que possam contribuir para identificar o calibre utilizado, o número exato de armas envolvidas e possíveis impressões digitais deixadas no local.
O delegado responsável informou que um inquérito foi instaurado para apurar autoria e motivação do duplo homicídio. Imagens de câmeras de segurança instaladas em ruas próximas já estão sendo solicitadas, e testemunhas deverão prestar depoimento nos próximos dias. Até a publicação deste texto, nenhum suspeito havia sido preso.
O crime interrompeu a rotina tranquila da comunidade de Gramame e reforçou a preocupação de moradores com a segurança no bairro. A Polícia Militar mantém rondas na região enquanto o caso segue sob investigação.
Com informações de G1


