Em entrevista ao programa Chapa Quente, a candidata a deputada estadual Jaci Guimarães, filiada ao MDB, manifestou insatisfação com a divisão dos recursos do fundo eleitoral promovida pela sua legenda. Jaci informou que sua campanha teve disponibilizados R$ 40 mil, verba que considera insuficiente para cobrir despesas básicas como pagamento de equipe, ações em mídias e material gráfico.

Representante de pautas de inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência, a candidata comparou sua situação à de outros membros do partido sem mandato. Segundo ela, concorrentes da mesma sigla que atualmente não ocupam cargos públicos receberam valores superiores a R$ 300 mil. A divergência no montante destinado motivou questionamentos sobre os critérios adotados pela direção estadual.

Jaci indagou se a disparidade pode estar relacionada ao fato de ela ser uma mulher com deficiência e ressaltou a dificuldade de conduzir uma campanha com recursos limitados. Apesar do protesto em relação à divisão interna dos recursos, a candidata disse manter confiança no presidente estadual do MDB, o senador Veneziano Vital do Rêgo.

Ao comentar a postura da direção, Jaci afirmou acreditar que o senador não permitirá que a distribuição gere desigualdades que prejudiquem candidaturas em situação de maior vulnerabilidade. Ela pediu que a liderança reavalie a distribuição dos valores para garantir condições mais equânimes entre os concorrentes do partido.

A candidata afirmou esperar uma revisão por parte da coordenação estadual, com o objetivo de assegurar igualdade de condições para a disputa à Assembleia. O caso foi exposto publicamente na entrevista e busca provocar reflexão interna sobre a alocação dos recursos no pleito.

Com informações de Polemicaparaiba