O ex-governador João Azevêdo (PSB) afirmou, neste final de semana, que não houve qualquer acordo do partido para que lideranças deixassem a legenda durante a janela partidária — período em que políticos podem migrar sem risco de responder por infidelidade partidária.
Azevêdo ressaltou que as saídas foram decisões individuais e afastou a ideia de que o PSB teria dado aval a essas mudanças de sigla. Segundo o ex-governador, quem optou por sair fez isso por escolha própria e as definições tomadas por cada um explicam onde esses quadros estão agora.
“Eu não tenho problema nenhum com quem deixou o partido”, disse ele, acrescentando que não houve autorização do PSB para as deserções. Para Azevêdo, as opções pessoais de cada político determinaram suas posições atuais e cabe a cada um cumprir o papel que escolheu.
Além de negar conivência com as saídas, o ex-governador fez críticas aos parlamentares que mudaram de partido com foco exclusivo em vantagens eleitorais. Azevêdo afirmou estar preocupado com decisões motivadas por cálculos eleitorais e advertiu que a política não pode reduzir-se a números e estratégias momentâneas.
Ele defendeu que a filiação partidária precisa guardar coerência com identidade ideológica e valores defendidos pelo integrante. Na avaliação do ex-governador, a relação com uma legenda deve se basear em afinidade de ideias e em compromisso com ideais partidários, caso contrário a adesão corre o risco de parecer artificial.
O posicionamento de Azevêdo surge em meio a movimentos de migração de quadros durante a janela partidária, quando políticos reavaliam alianças e filiações sem a penalização prevista por troca de partido fora do período permitido.
O ex-governador manteve tom de distanciamento em relação às decisões individuais e destacou que não vê problemas pessoais com quem optou por deixar o PSB, reiterando que as escolhas definiram os rumos desses agentes políticos.
Com informações de Maispb



