João Pessoa intensifica ações contra Aedes aegypti em período de calor e chuva

A Prefeitura de João Pessoa emitiu novo alerta para reforçar as medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O chamado ocorre justamente na fase do ano em que altas temperaturas e precipitações elevadas favorecem a proliferação do inseto.

Segundo Juliana Trigo, gerente de Vigilância Ambiental do município, a combinação de calor intenso e água parada acelera o ciclo de vida do vetor. “Nos meses mais quentes e chuvosos, observamos aumento significativo na reprodução do mosquito”, explica.

Além de condições climáticas favoráveis, o Aedes aegypti adapta-se com facilidade a ambientes urbanos, depositando ovos em recipientes artificiais com água limpa, muitas vezes encontrados dentro e fora das residências.

Dessa forma, a secretaria reforça que a participação de toda a população é essencial para interromper o ciclo de reprodução. Sem essa colaboração, o trabalho de controle torna-se ineficaz e o risco de surtos de arboviroses se eleva.

Entre as recomendações diárias estão:

  • Eliminar água acumulada em vasos, pneus, garrafas, calhas e lajes;
  • Manter caixas-d’água, tonéis e cisternas sempre bem tampados;
  • Preencher os pratos de plantas com areia até a borda;
  • Limpar ralos e bandejas de ar-condicionado e geladeira com frequência;
  • Descartar corretamente o lixo e manter as lixeiras sempre fechadas;
  • Trocar diariamente a água de bebedouros de animais.

Paralelamente, equipes de Vigilância Ambiental realizam visitas domiciliares em diferentes bairros. Nos pontos com maior índice de oviposição, identificados por meio de ovitrampas, são feitos arrastões para eliminação de criadouros e orientações diretas aos moradores.

Juliana Trigo reforça que o combate ao mosquito é responsabilidade de toda a comunidade: “Somente com esforço conjunto conseguiremos evitar novos casos de dengue, zika e chikungunya.”

Em caso de sintomas compatíveis com arboviroses, como febre, dor no corpo e manchas na pele, os pacientes devem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) de referência. Situações mais graves necessitam de atendimento em unidade de pronto-atendimento (UPA) ou, no caso de crianças, no Hospital Municipal do Valentina (HMV).

O Aedes aegypti mede cerca de 0,5 cm e prefere locais úmidos para depositar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias em ambientes secos. Basta poucos milímetros de água para a eclosão, e em aproximadamente uma semana surgem mosquitos adultos. O ciclo completo de vida dura cerca de 35 dias, período em que o inseto pode transmitir doenças a um grande número de pessoas.

O monitoramento constante e o cumprimento das recomendações são fundamentais para reduzir o risco de novos surtos na cidade.

Com informações de Paraiba