João Pessoa começou a disponibilizar o implante contraceptivo Implanon em unidades da rede pública de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a oferta já ocorre em algumas Unidades de Saúde da Família (USFs) e será ampliada de forma gradual, conforme a capacitação dos profissionais.
O Implanon é um método hormonal de longa duração, aplicado por via subdérmica na parte interna do braço. A médica da família Marília Barbosa informou que a eficácia do implante é equivalente à laqueadura, sendo, contudo, reversível. Podem solicitá-lo mulheres com idade entre 14 e 49 anos que desejem um método anticoncepcional de longa duração.
Como acessar o método
Para ter acesso ao implante, a mulher interessada deve procurar a sua USF de referência. Na unidade será realizada uma triagem inicial e, quando indicado, o agendamento para inserção do método, conforme a disponibilidade. A aplicação depende de uma consulta prévia, na qual a equipe médica avalia as condições clínicas da paciente.
Quando houver suspeita de gravidez ou alguma contraindicação, poderão ser solicitados exames ou investigações adicionais antes da colocação do Implanon. Na ausência de impedimentos, a inserção costuma ocorrer de forma rápida.
Algumas das USFs que já aplicam o método são:
– USF Cordão Encarnado I, Rua Martim Leitão, 249 – Trincheiras;
– USF Vila Saúde, Mangabeira VIII;
– USF Funcionários III/IV, Rua Teresinha de Oliveira Justa, 162 – Cidade dos Funcionários II.
Acesso por adolescentes
Marília Barbosa explicou que a legislação brasileira assegura o atendimento a adolescentes: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a inserção do Implanon permitem que adolescentes busquem o método sem necessidade de acompanhamento ou autorização de responsável legal. Segundo a médica, essa previsão integra as políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva.
Contraindicações e escolha do método
Embora seja altamente eficaz, o Implanon tem contraindicações. A principal é a presença de câncer de mama ativo. Existem ainda contraindicações relativas que exigem avaliação individual, como sangramento uterino anormal sem investigação, doenças do fígado, histórico de câncer de mama nos últimos cinco anos e lúpus.
O SUS disponibiliza diferentes métodos anticoncepcionais, e a escolha adequada considera fatores pessoais e clínicos, entre eles histórico pessoal e familiar, desejo por método reversível ou irreversível, experiência prévia com outros contraceptivos, fluxo menstrual e possíveis efeitos colaterais. A equipe de saúde deve priorizar a vontade da paciente e sua adaptação ao método para promover adesão e segurança.
Por fim, a profissional ressaltou que os contraceptivos têm por objetivo prevenir gravidez, mas não protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O uso de preservativo permanece como medida eficaz para prevenção de ISTs e também ajuda a evitar gravidez não planejada; o preservativo é distribuído gratuitamente pelo SUS nas unidades de saúde.
Com informações de Jornaldaparaiba




