O Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, nesta quinta-feira (4), manter o padre Egídio de Carvalho em prisão domiciliar. A medida foi determinada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, que rejeitou o pedido de revogação apresentado pela defesa do sacerdote.
Na mesma decisão, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que havia solicitado a continuidade da medida cautelar. Com isso, seguem em vigor todas as restrições impostas anteriormente ao religioso. Entre elas, está o cumprimento da pena em regime domiciliar, sob condições estabelecidas pela Justiça que não foram alteradas pelo despacho.
A análise do processo levou o desembargador a concluir que não existem, no momento, elementos capazes de justificar qualquer flexibilização. De acordo com o que consta nos autos, o padre responde a investigações conduzidas pelo Ministério Público. Essas apurações motivaram a adoção da prisão domiciliar e, na avaliação do Tribunal, permanecem razões suficientes para mantê-la.
A defesa tentou demonstrar que o sacerdote poderia responder em liberdade, mas os argumentos não convenceram o relator. Ao indeferir o pedido, Vital de Almeida reforçou que a medida protetiva responde a requisitos legais ainda presentes, como a garantia da ordem pública e o bom andamento das investigações em curso.
O caso continua sob acompanhamento do Tribunal de Justiça da Paraíba. Caso a defesa entenda necessário, poderá recorrer às instâncias cabíveis, mas, por ora, o padre Egídio deve permanecer em casa, obedecendo todas as determinações judiciais. O prazo dessas condições não foi alterado com a decisão desta quinta-feira.
O assunto ganhou destaque no programa Arapuan Verdade, transmitido pela Rádio Arapuan FM, que noticiou a manutenção da prisão domiciliar poucas horas após a publicação do despacho. A emissora repercutiu, ainda, a posição do Ministério Público, que considerou a decisão alinhada ao pedido feito ao Judiciário.
Com a negativa de revogação, o Tribunal reitera entendimento anterior de que a investigação deve prosseguir sem mudanças nas medidas cautelares. Até a conclusão do inquérito e eventual julgamento, o padre Egídio continuará em regime domiciliar, conforme determinação que segue válida.
Com informações de Paraiba



