Kill Bill será exibido como um único filme nos cinemas do Brasil a partir de quinta-feira, 5 de março de 2026. A nova montagem reúne os dois volumes originais — Kill Bill volume 1 (2003) e Kill Bill volume 2 (2004) — em uma sessão única com duração total de 4 horas e 35 minutos (275 minutos), incluindo cenas inéditas e um intervalo no meio da exibição.

Os dois volumes chegaram originalmente em anos distintos: o primeiro em 2003 e o segundo em 2004. À época, muitos espectadores e críticos trataram as obras como filmes separados, mas Quentin Tarantino sempre contou a saga como uma única obra, posição que influenciou a numeração de sua filmografia. Considerando Kill Bill como um único título, Tarantino seguia a ideia de encerrar a carreira ao completar dez filmes; com essa contagem, faltaria ainda um trabalho para atingir o décimo. Até o momento, Era Uma Vez em Hollywood (2019) figura como o nono longa do diretor.

Antes de Kill Bill, Tarantino havia dirigido Cães de Aluguel (1992), Pulp Fiction (1993) e Jackie Brown (1997). A trajetória do diretor é destacada pela formação fora da crítica acadêmica: diferentemente de cineastas como Jean-Luc Godard e François Truffaut, que migraram da crítica para a realização, Tarantino construiu sua sensibilidade como frequentador de locadoras de vídeo, onde assistiu a uma grande variedade de títulos e assimilou diferentes recursos do cinema popular.

Críticos e historiadores do cinema já reconheceram cedo o impacto de Tarantino. O historiador Jean Tulard, em seu Dicionário de Cinema, apontou que, mesmo em edições que cobrem apenas os primeiros filmes do diretor, ele já era apresentado como um dos cineastas importantes, com impacto comparável ao de nomes como Kubrick e Spielberg. Roger Ebert, por sua vez, elogiou a qualidade dos diálogos de Pulp Fiction, destacando-os como comparáveis a mestres da prosa enxuta e direta.

A nova montagem de Kill Bill promete reunir elementos frequentemente apontados como característicos da obra de Tarantino: diálogos extensos, referências ao cinema e uso de músicas retiradas de um repertório pessoal e afetivo do diretor. A versão única, com cenas adicionais e duração ampliada, será apresentada com intervalo para facilitar a experiência do público.

O lançamento nos cinemas brasileiros acontece em 5 de março de 2026, quando espectadores poderão ver os dois volumes integrados em uma única projeção de 275 minutos.

Com informações de Jornaldaparaiba